No Brasil, há diversos destinos para conhecer e se deslumbrar com a beleza tropical do País. Após quase dois anos com o turismo estático devido à pandemia, a vacinação contra Covid-19 tem possibilitado o retorno gradual das viagens.  

Com isso, é importante relembrar a importância de um profissional da área para proporcionar ao turista uma experiência segura e satisfatória. Nesta terça-feira, dia 10 de maio, é celebrado o Dia Nacional do Guia de Turismo. E, para falar do assunto, o Visite Brasília entrevistou o guia Juan Luís para saber sobre sua trajetória e explicar como funciona esse processo e a relevância da profissão. 

Sobre Juan 

Juan é uruguaio, mas há 25 anos mora em Brasília e possui dez anos de carreira como guia de turismo regional de Brasília. Antes de se inserir na área de turismo, Juan passou em um concurso para trabalhar no restaurante da Embaixada Americana. Enquanto exercia a função, cursou jornalismo e se graduou, mas não tinha tempo para trabalhar na área devido ao restaurante. Após sair do cargo, Juan teve a dúvida para qual caminho profissional seguir e, ao assistir uma palestra com a Maria José, que era presidente do sindicato na época, foi convidado para fazer o curso de preparo para Guia de Turismo, visto que, Juan domina as línguas espanhol, inglês, francês italiano e português e possuía o perfil ideal para o serviço. Hoje, Juan encontra-se feliz com a escolha: “É uma realização profissional. Eu não conheço outra profissão que você consiga ver, tão rapidamente,  a satisfação com seu serviço estampado no rosto da pessoa. É gratificante.”, diz.  

Guia turístico ou guia de turismo? 

No primeiro momento da entrevista, Juan conta que é necessário enfatizar a diferença entre os termos “guia turístico” e “guia de turismo”. “Guia turístico é o panfleto que você recebe com informações para te guiar. Eu sou guia de turismo”, explica.  

Considerado um anfitrião indispensável, o guia de turismo é quem enriquece a viagem e auxilia as pessoas a entrarem em uma imersão de novas informações, histórias e curiosidades. “Eu termino o tour e vejo o sorriso de todos fascinados”, conta Juan. 

Quais as diferenças entre guia de turismo regional, nacional, internacional? 

O guia de turismo Regional  atua no Estado em que foi registrado e acompanha os visitantes pela cidade em lugares de interesse público ou geral, além de proporcionar informações aditivas durante o trajeto, além de complementar a experiência ao indicar locais importantes como monumentos, museus, pontes ou galerias de arte que possam ser interessantes para adicionar ao roteiro de cada um.  

Já o guia de turismo Nacional conduz os grupos em viagens ao Brasil ou América do Sul com roteiros previamente estabelecidos, além de dar suporte no processo de hospedagem e serviços essenciais para melhorar ainda mais a experiência dos viajantes. E claro, informação nunca é demais. Fatos históricos também se fazem presente durante as visitações com explicações e comentários. 

O guia de turismo Internacional precisa de pelo menos um outro idioma e possui as mesmas funções do guia nacional, porém, em visitas, excursões e viagens estrangeiras. O guia deve orientar o grupo sobre os costumes do país que estão visitando, para assim impedir desconfortos e/ou problemas com o que é comum e rotineiro em nosso país, mas tem conotações distintas em outros lugares. Expressões ou atitudes inocentes de brasileiros podem constituir crimes em outras regiões, por exemplo.  

Como contratar um Guia de Turismo 

Desenvolvido pelo Ministério do Turismo, em parceria com órgãos regulamentadores, o Cadastur possibilita pessoas físicas e jurídicas do mercado de turismo a se cadastrarem no sistema para atuarem legalmente como prestadores dos serviços. Ou seja, uma maneira de comprovar a credibilidade de uma empresa é acessar o sistema e verificar, além da possibilidade de procurar pelo serviço turístico na mesma página. 

Diga não a pirataria 

E, por último, um alerta: é de extrema importância contratar profissionais qualificados para este trabalho. Vender passeios como um guia de turismo que não possui certificação é crime. Ao viajar, valorize a profissão e preze por segurança, qualidade e profissionalismo. 

Fonte: Júlia Marques/Visite Brasília