10.11.2018

BRASÍLIA GANHA NOVO FESTIVAL DE TEATRO

O Disquete do Coroné Fotos Manfredini 2 1024x682 BRASÍLIA GANHA NOVO FESTIVAL DE TEATRO

Primeira edição do Festival Dulcina mostra a importância da instituição para a cultura do DF

Brasília vai ganhar um novo evento teatral. O Festival Dulcina fará sua estreia no dia 24 de novembro com nove espetáculos cênicos e vai até o dia três de dezembro.

O festival priorizou a diversidade de linguagens teatrais, segundo o curador Humberto Pedrancini. “A ideia foi buscar espetáculos contemporâneos, que além da qualidade artística, trazem um diferencial na temática e estética teatral.”

Serão sete espetáculos locais, além de dois convidados de fora de Brasília. “Variam entre espetáculos de rua, de palco, de sombras, tradicionais, com cadeirantes, tem espetáculo sem palavra, tem espetáculo com muita palavra, a diversidade temática foi o que nos norteou. Pra gente fazer essa escolha tive a oportunidade de ler ou ver 38 peças de Brasília e outros estados”, completa Pedrancini.

Entre as atrações de fora de Brasília está o espetáculo Paranoia do icônico Teatro Oficina de São Paulo, que mistura música, teatro e vídeo. Em cena, o ator Marcelo Drummond interpreta os poemas de Roberto Piva (1937-2010). Paranoia tem a estrutura de um show, mas é um poeta que circula pela região central de uma grande metrópole, noturna, que cresce – e se deixa invadir pelo erotismo e pela loucura latente na madrugada.

Também terá o espetáculo Aquilo que meu olhar guardou pra você do grupo pernambucano Magiluth. Para o diretor Luiz Fernando Marques, o espetáculo levanta uma reflexão mais que oportuna sobre a cidade em que vivemos. “só assim poderemos nos enxergar a partir do ponto de vista de um estrangeiro e nos reconhecermos, nos estranharmos, nos surpreendermos para enfim nos revelarmos”, destaca.

Das pratas da casa, quem não poderia deixar de estar na programação é o diretor Fernando Guimarães, professor durante anos da instituição Faculdade Dulcina de Moraes. O diretor traz a estreia do espetáculo Essa Coisa Chamada Amor, que traz ao palco questionamentos sobre as relações amorosas e suas inadequações às realidades cotidianas.

O festival que conta com apoio do Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do DF, terá todas as sessões gratuitas, atividades formativas e uma exposição de artes visuais no foyer do teatro que ficará aberta ao público até o dia 3 de dezembro.

Dulcina – um patrimônio cultural

Além do objetivo de conquistar espaço no calendário cultural da cidade, o Festival Dulcina pretende colaborar com o resgate do patrimônio artístico e material da instituição. Após intervenção do Ministério Público, em 2013, o local passa por um profundo processo de reestruturação.

De acordo com o diretor geral do Festival, Cléber Lopes, o evento é uma tentativa de chamar a atenção para a importância desse legado enquanto bem e equipamento cultural em nível local e nacional. Para ele, que é ex-aluno, foi professor e hoje é membro eleito do Conselho Curador da Instituição que luta para manter o espaço funcionando, esse é um momento de virada.

Para Cléber, colocar em foco o Dulcina, que é um patrimônio cultural da cidade, é um dever. Ele destaca a importância que o Dulcina tem para os brasilienses em geral. “Eu acho que o Dulcina é um tesouro cultural, tanto para a formação artística e profissional — mais de duas mil pessoas já se diplomaram lá — quanto para o mercado da economia criativa do DF”, destaca.

Ele afirma ainda que é um lugar democrático porque está do lado da Rodoviária do Plano Piloto, que dá acesso a pessoas de diversas regiões administrativas do DF. “É uma estrutura de cinco mil metros quadrados no centro da capital do país que precisa de atenção e manutenção pra que permaneça pulsando e produzindo arte e artistas.

Serviço

FESTIVAL DULCINA

De 24 de novembro a 3 dezembro

No Complexo Cultural Dulcina (CONIC, SDS, Edifício FBT, Bloco C N°. 30/64)

Entrada gratuita.

A distribuição dos ingressos será feita 2 horas antes de cada apresentação, na bilheteria do Teatro Dulcina, limitado a até 2 ingressos por pessoa.

Informações: (61) 98180-3321

 

PROGRAMAÇÃO

24/11 (Sábado)

16h – Abertura da exposição Acervo DeBanda – Galeria Dulcina

20h – Paranoia– Grupo Oficina (SP) – Teatro Dulcina

21h – Bate papo com José Celso Martinez Correa – Teatro Dulcina

25/11 (Domingo)

20h – Essa coisa chamada Amor– Fernando Guimarães (DF) – Teatro Dulcina

26/11 (Segunda)

20h – Quando os elefantes saem para passear– Marcela Hollanda (DF) – Teatro Conchita

21h – Essa coisa chamada Amor – Fernando Guimarães (DF) – Teatro Dulcina

27/11 (Terça)

19h30 – Aula espetáculo – Humberto Pedrancini – Teatro Conchita

21h – Essa coisa chamada Amor – Fernando Guimarães (DF) – Teatro Dulcina

28/11 (Quarta)

15h e 20h – 2 Mundos – Cia Lumiato – (DF) – Teatro Dulcina

29/11 (Quinta)

15h e 20h – O Disquite do Coroné – Brasil Cantante (DF) – Teatro Dulcina

30/11 (Sexta)

20h – Similitudo – Projeto PÉS – Teatro-Dança com Pessoas com Deficiência (DF) – Teatro Dulcina

1/12 (Sábado)

21h – Aquilo que meu olhar guardou pra você – Grupo Magiluth (PE) -Teatro Dulcina

2/12 (Domingo)

20h – Provável Paraíso Perdido – Coletivo Esperanza (DF) – Teatro Dulcina

3/12 (Segunda)

14h às 18h – Workshop Provável Paraíso Perdido – Coletivo Esperanza (DF) Teatro Dulcina

19h – DeBanda – César Lignelli (DF) – Praça Zumbi dos Palmares

Sinopse espetáculos

 Paranoia – Teatro Oficina (SP)

Paranoia tem a estrutura de um show, mas é um poeta que circula pela região central da metrópole – uma São Paulo mítica, noturna, que cresce – e se deixa invadir pelo erotismo e pela loucura latentes na madrugada. Marcelo Drummond tropeça nos versos do desvairado ritmo da poesia de Roberto Piva. Cai nas calçadas preto e branco de São Paulo, nos bares sujos, nos anjos da meia-noite, nos poetas malditos, nominalmente citados nas poesias. Mário de Andrade, Antonin Artaud e Garcia Lorca são rememorados na barafunda de viver na metrópole paulista em ebulição.

Direção geral e atuação: Marcelo Drummond

Trilha sonora: Zé Pi

Cinema ao vivo: Igor Marotti (diretor de fotografia, câmera) e Pedro Salim (projeções ao vivo)

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 60 minutos

Essa Coisa chamada Amor – Fernando Guimarães (DF)

É uma reflexão sobre relacionamentos e sentimentos individuais frente a um cotidiano patético. É possível viver sozinho? Essa questão é o mote inicial do espetáculo. Questionamentos sobre as relações amorosas e suas inadequações às realidades cotidianas são vistas através da história de três casais em suas complexas cirandas emocionais.

Direção: Fernando Guimarães

Elenco: Adair Ollivez, Alex Ribeiro, Aline Machado, Bete Virgens, Carlos Neves, Filipe Moreira, Lucas Lima, Maria Moreira, Rafael Carvalho, Raquel Mendes e Sérgio Tavares

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 1h20

Quando os elefantes saem para passear – Marcela Hollanda (DF)

Tragicomédia desenvolvida a partir de 12 cenas solos, onde os elefantes passeiam por diversas emoções humanas. “Como transformar os pesos da Vida em leveza de existir?” é o questionamento que constrói a narrativa. Os estados anímicos são acompanhados por uma trilha sonora que carrega “imagens dramáticas”: o amor, seus encontros e desencontros; as limitações que a realidade impõe aos nossos sonhos; a necessidade de continuar apesar de tudo; a alegria de sobreviver a cada pequena morte em vida.

Direção, atuação, dramaturgia, trilha sonora, cenário e figurino: Marcela Hollanda

Duração: 60 minutos

Aula espetáculo – Humberto Pedrancini

Em sua aula-show, Humberto Pedrancini apresenta, de maneia divertida, uma lista das chamadas qualidades amadorísticas de atores jovens e inexperientes. O propósito não é apenas ajudar diretores e atores a reconhecê-las, mas também mostrar suas causas e indicar exercícios que ajudarão a liberar os atores de suas limitações.

Direcionada a atores, diretores e estudantes de teatro e aberto ao público em geral.

Duração: 1h20

2 Mundos – Cia Lumiato – (DF)

Inspirado na colonização da América e dos territórios do mundo todo, o espetáculo conduz o espectador a viajar por um tempo passado que encontra analogias continuas com o presente. 2 MUNDOS conta a história do encontro de duas culturas opostas, onde se revelam os sentimentos e motivações mais profundas da humanidade. Quando no embate das diferenças explode a luta pela vida, a morte de um jovem acontece trazendo uma nova esperança.

Direção e Cenografia: Alexandre Fávero

Atores/Sombristas: Thiago Bresani e Soledad Garcia

Trilha Sonora Original: Mateus Ferrari

Faixa etária: 10 anos

Duração: 45 minutos

O Disquite do Coroné – Brasil Cantante (DF)

O musical revisita performances cômicas do lendário Coronel Ludugero, personagem criado por Luiz Queiroga, que retratava a figura dos antigos coronéis. O projeto nasceu da vontade de Paulo Cavalcante, diretor do musical, de dar visibilidade para esse universo, pois em uma de suas pesquisas, descobriu uma coletânea surpreendente desses renomados artistas brasileiros.

Direção e atuação: Paulo Cavalcante

Direção Musical: Dudu Oliveira

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 1h30

Similitudo – Grupo Pés (DF)

O espetáculo aborda questões do convívio social no dia-a-dia e de como esse cotidiano, muitas vezes, poda e molda padrões de movimento, de relacionamento e até de sensibilidade, unindo, de maneira plástica e poética, corpos diferenciados, com e sem deficiências.

Direção e coordenação geral: Rafael Tursi

Elenco: Ana Balata, Elenice Ramthum, Fernanda Amorim, Gabriela Argañaraz, Iara Pacheco, Kelly Barros, Laura Garcia, Laysa Gladistone, Lucas Resende, Mari Lotti, Marina Anchises, Mônica Gaspar, Monise Pessoa, Roges Moraes, Thainá Araújo, Thaís Pucinnelli, Samuel Diniz, Vinícius Barros e Yuri Costa

Classificação indicativa: Livre

Duração: 45 min

Aquilo que meu olhar guardou pra você – Grupo Magiluth (PE)

Um olhar de fora para as cidades que muitas vezes ficam soterradas pelo banal. A peça trabalha a partir das pequenas coisas, aquelas que volatizam num piscar de olhos deixando marcas mais profundas do que o mais grandioso gesto. O homem contemporâneo: as contradições de seus sentimentos, as formas como vive medindo o quanto se envolve com as coisas, o quanto se protege delas.

Direção: Luiz Fernando Marques e Grupo Magiluth

Dramaturgia: Giordano Castro

Atores: Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 1h20

Provável Paraíso Perdido – Coletivo Esperanza (DF)

O espetáculo é livremente inspirado na obra do autor espanhol Frederico Garcia Lorca e no universo das pensadoras e pensadores do movimento surrealista. Para a montagem da peça, o Coletivo mergulhou em pesquisa sobre o uso de arquétipos femininos e seus estereótipos como forma de engessamento dos papéis sociais e de gênero.

Direção geral, direção de vídeo e cenografia: Tiago Nery

Atrizes: Glednna Fernanda e Roberta Rangel.

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 55 minutos

DeBanda – César Lignelli (DF)

Debanda parece uma espécie de andarilho acumulador que, por ora, concentra características turvas em meio à sua translucidez. Acumula memórias. Não se sabe exatamente de onde vem nem a que tempo pertence. A fim de aglomerar olhares, sorrisos e demais afetos de quem encontra, forja outras personas com o auxílio de seus artifícios sonoro-musicais constituídos de uma máquina musical transbordante – que concentra 23 instrumentos e inúmeros apetrechos simbiotizados. Assim, canta suas histórias, que, atravessadas por outras, se tornam nossas no aqui e no agora.

Direção Coletiva: César Lignelli, João Lucas, Sulian Vieira e Gil Roberto

Dramaturgia, Composição e Direção Musical: João Lucas & César Lignelli

Atuação: César Lignelli e Estela Vieira Lignelli

Classificação indicativa: Livre

Duração: 40 minutos

Foto: Manfredini e Diego Bresani

Instagram: http://bit.ly/FestivalDulcinaInstagram

Facebook: http://bit.ly/festivaldulcinaFacebook

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