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Cidade céu – O céu é o limite a meta


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Passeios, fotos, adrenalina e curiosidades: uma série para mostrar formas de apreciar o céu de Brasília, sua mais bela atração

Reportagem de Álvaro Couto, Patrícia Santos, Giovanna Wobeto e Adriely Karina*

Enquanto os cartões postais de antigas capitais ficam dentro de museus, parques ou até entre grandes edifícios, o de Brasília fica bem evidente. Quem chega na capital federal logo o nota, podendo inclusive chegar por ele: seu céu. Com suas avenidas abertas, arquitetura e árvores baixas, a capital federal é toda um convite para olhar para cima e apreciar a manta de nuvens, planetas e estrelas que lhe cobre.

Para uma metrópole também conhecida por seus traços que remetem a uma cidade avião, nada mais justo que tivesse um céu para acompanhá-la. Não se esperava, talvez, que tamanha beleza, independente da hora do dia, levantasse a questão se Brasília é uma cidade que não se sabe se é museu a céu aberto, ou céu aberto num museu.

É para apreciar tamanha beleza que dá cor e iluminação ao planalto central, que trouxemos este texto. Aqui você vai descobrir o que faz do céu de Brasília tão especial, na palavra de especialistas sobre o assunto. Vai encontrar sugestões de esportes aéreos para curtir de pertinho o céu da cidade. Se preferir ficar em terra firme, também vai ter dicas de local para desfrutar uma bela manhã sob o céu da capital e, ainda, orientações para tirar as melhores fotos e fazer os melhores vídeos para capturar a essência do vitral cósmico candango.

Confira tudo isso abaixo, regado de imagens para ilustrar!

O céu é o limite a meta

Quantas vezes você já sonhou que voava? Quantas vezes deu por si se imaginando lá no alto? Como seria sentir o vento no rosto e ver o mundo lá de cima, praticamente tocando o céu? “Voar é como uma droga injetada direto na sua veia”. É assim que descreve a sensação de estar nos ares do cerrado o funcionário público municipal de Formosa e instrutor de parapente, Elvécio Filho.

Aos 44 anos, ele voa há pelo menos 10 e pretende fazer do seu hobby aéreo, seu ganha-pão. Assim como muitos de nós, as primeiras práticas aéreas de Elvécio também foram deitadas numa cama. “Sonho de voar desde a infância, mas depois que aprendi a voar, parei de sonhar”. Instrutor na empresa Parapente Formosa, que opera dentro do Parque Ecológico Eco Bocaina, desde 2012, Elvécio conta que foi um arrendatário que o mandou pelos ares, e não foi de raiva atrasando o aluguel. “Conheci o voo através de um inquilino, que me levou para um salto de paraquedas”, relembra. 

Hoje, tendo voado pelo litoral da Bahia, no Rio de Janeiro e outros estados brasileiros, Elvécio não tem dúvida de que está na rampa do Vale do Paranã, localizada a 85 km de Brasília e de onde saltam os parapentistas, a mais bela das vistas. “Aqui é lindo demais. Lá de cima é tudo diferente. Chegar em Brasília, decolando daqui, sobrevoando a Esplanada [dos Ministérios], o Lago [Paranoá], o pôr do Sol, é muito bonito!”, declara, complementando que entende porquê as pessoas buscam o seu serviço: “Aqui é top demais, é realmente um atrativo”.

Infelizmente, a rampa de vôo não está aberta para a prática, e não é só culpa da pandemia do novo coronavírus. “Desde 2019, ocorre uma disputa judicial pela propriedade da rampa”, revela a gerente do parque Ecobocaina, Katiely Paiva. Segundo ela, o local é tão procurado para vôos que é considerado o “Havaí do voo livre”, confirmando os versos de uma famosa música que fala sobre “surfar no céu azul de nuvens doidas da capital do meu país”. “Inclusive, tentamos conseguir o título de capital dos esportes aéreos”, revela a parapentista e paraquedista, mas não teve o mesmo sucesso nessa aventura quanto tem ao voar.

Desfrute agora da sensação que é a decolagem de um voo duplo do Vale do Paranã assistindo o vídeo abaixo.

 

Para comprovar que o rarefeito ar das alturas é realmente viciante, Elvécio nos indicou um de seus pupilos: Mario Ronnie Gonçalves, agrônomo, concursado, 52 anos e fissurado pelos céus. “Sempre gostei da ideia de voar”, contou Mário, entusiasmado, se jogando no papo como quem salta da rampa, talvez movido por força do hábito, completando: “tanto que até sobrevoei Brasília de ultraleve”. 

Além de motorizado, o servidor público também já sobrevoou Brasília de parapente, e não foi só a capital brasileira não. “Já voei nas 3 rampas de Sampaio Correa, no Rio [de Janeiro], em Jaraguá [no Goiás], e até no exterior: 2 rampas nos Estados Unidos e uma vez no Canadá”. De forma convicta, Mário não teve dúvidas quanto à viagem que tem a vista mais bonita. “O melhor voo, sem dúvida, é no Vale do Paranã”, sentencia. Ele conta que sobrevoou o céu de Brasília uma única vez, e que então nunca mais esqueceu aqueles 158 minutos (2 horas e 38 minutos para aqueles não tão bons de conta). “O visual é fora de série!”, descreve, lembrando justamente daquilo que, nos 3,4 mil metros de altitude que atingiu, ficou em solo: “No voo, você esquece tudo: trabalho, preocupação, a vida. Você foca apenas no voo”.

Você pode até ser um cético ou cética, daquelas pessoas que olham para o entardecer candango e pensam: ‘isso não é nada demais’, que ‘é igual em outros lugares’ ou até que ‘é apenas poeira’, mas de quão perto você já esteve desta obra de arte natural que é o nosso céu? Se não for mais próximo que estes aqui entrevistados, por gentileza, me deixe observar o pôr-do-sol em silêncio, ou melhor, ouvindo aos igualmente encantadores Caetano e Djavan que, vejam só, gosta tanto dela assim

*Reportagem produzida na disciplina Jornal Laboratório II, do curso de Jornalismo do IESB, sob supervisão da professora Luciane Agnez.

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Por: visitebrasilia
Data: 23/06/2021


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