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06.11.2019

CINCO FILMES SÃO PREMIADOS E DOIS GANHAM MENÇÃO ESPECIAL DO JÚRI NO ‘ASSIM VIVEMOS – FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES SOBRE DEFICIÊNCIA’

festival 1024x576 CINCO FILMES SÃO PREMIADOS E DOIS GANHAM MENÇÃO ESPECIAL DO JÚRI NO ‘ASSIM VIVEMOS – FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES SOBRE DEFICIÊNCIA’Cena de ‘Lágrimas Vermelhas’, de Tharindu Ramanayaka

EVENTO COMEÇA NO DIA 12 EM BRASÍLIA E DEPOIS SEGUE PARA SÃO PAULO, ENTRE 27 DE NOVEMBRO E 9 DE DEZEMBRO

Depois de assistirem 38 filmes em 12 dias na programação carioca (23 de outubro a 4 de novembro), os jurados da 9ª edição do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência anunciam as produções premiadas com o troféu criado pela artista cega Virginia Vendramini. Já a obra escolhida pelo voto popular será conhecida ao fim da edição paulista do evento (9 de dezembro), após a soma dos votantes das três cidades nas quais o festival esteve presente: Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo. A realização é do Centro Cultural do Banco do Brasil, patrocínio do Banco do Brasil através da lei de incentivo a cultura, com produção da Cinema Falado Produções.

As produções premiadas foram: o longa-metragem suíço “A Jornada”, de Fanny Bräuning, o longa-metragem americano “Vidas Inteligentes”, de Dan Habib; o média-metragem israelense  “Rei Shimon”, de Ariel Mayrose; o média-metragem espanhol “Peixes de Água Doce (em Água Salgada)”, de Marc Serena & Biel Mauri e o média-metragem indiano “Lágrimas Vermelhas”, de Tharindu Ramanayaka, escolhidas nas categorias ‘Relacionamento’, ‘Transformação’, ‘Experiência’, ‘Representatividade’ e ‘Retrato’, respectivamente. Dois longas-metragens receberam menção especial do júri, o  brasileiro “Meu nome é Daniel”, de Daniel Gonçalves, e o alemão “Menina de areia”, de Mark Michel. O júri técnico foi formado por Felipe Monteiro, Regina Cohen e Cristina Gomes.

Encerrada a edição carioca, dia 4, o Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência segue para Brasília, entre os dias 12 e 24 de novembro e depois para São Paulo, entre 27 de novembro a 9 de dezembro, sempre no Centro Cultural Banco do Brasil de cada cidade. Além dos curtas, médias e longas-metragens, a programação inclui quatro debates: ‘Família e Estímulo’, ‘Inclusão pela Arte’, ‘Autismo’ e ‘Moradia Assistida’, duas oficinas e um projeto convidado. Toda programação é gratuita.

O “Assim Vivemos” é o primeiro festival de cinema no Brasil a oferecer acessibilidade para pessoas com deficiência visual (audiodescrição em todas as sessões e catálogos em Braille) e para pessoas com deficiência auditiva (legendas inclusivas nos filmes e interpretação em LIBRAS nos debates). As sedes dos CCBBs são acessíveis para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. A direção geral do Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência é de Graciela Pozzobon.

OS FILMES PREMIADOS

Prêmio Relacionamento:

A Jornada – The Journey (Suíça, 2018, 1h 25min.) Dir. Fanny Bräuning. LIVRE

Um homem e uma mulher viajam pelo mundo em um motor home: Niggi, um fotógrafo apaixonado, e Annette, o amor da sua vida, que ficou paralisada do pescoço para baixo há 20 anos. Com coragem, sabedoria e charme, eles arrancam da vida aquilo que ainda faz valer a pena viver. Mas o que acontece ao amor quando as circunstâncias da vida mudam tão drasticamente? Cheia de curiosidade e encantamento, a documentarista (e filha do casal) Fanny Bräuning vai em busca de respostas.

Prêmio Transformação:

Vidas Inteligentes – Intelligent Lives (USA, 2018, 1h 12min.) Dir. Dan Habib. LIVRE

Três jovens com deficiência intelectual pioneiros – Micah, Naieer e Naomie – desafiam as percepções de inteligência quando vão do ensino médio para o ensino superior e para o mercado de trabalho. O ator premiado com um Oscar Chris Cooper narra o documentário, contextualiza as vidas desses personagens e compartilha sua perspectiva pessoal, revelando o sórdido histórico dos testes de inteligência nos EUA.

Prêmio Experiência:

Rei Shimon – King Shimon (Israel, 2018, 59 min.) Dir. Ariel Mayrose. LIVRE

“Rei Shimon”, um jovem com síndrome de Down que vive na periferia de Israel e que tem grande conhecimento sobre a música Mizrahi (um estilo musical específico dos judeus de ascendência oriental). Shimon quer ser um DJ. Ele tem a oportunidade de realizar este sonho quando é aceito em uma escola de radialismo. O filme segue a batalha pessoal e social de Shimon na sua tentativa de comandar um programa na radio da escola.

Prêmio Representatividade:

Peixes de Água Doce (em Água Salgada) – Freshwater Fish (in Salt Water) (Espanha, 2018, 56 min.) Dir. Marc Serena & Biel Mauri. LIVRE

O autismo nos desperta muitas questões que a ciência não é capaz de responder. Nesse documentário, nós vamos conhecer as histórias de Mariona (23 anos) e Marc (10 anos) bem como vamos ouvir os maiores especialistas da Espanha. O objetivo é apresentar um retrato atualizado das pessoas com autismo e sua diversidade em função do espectro e da idade.

Prêmio Retrato:

Lágrimas Vermelhas – Red Tears (India, 2019, 20 min). Dir. Tharindu Ramanayaka. LIVRE

Subhash Dey é o único diretor-ator de teatro cego na Índia que também é cofundador do grupo Anyadesh Theatre, o único grupo de teatro na Índia para pessoas com deficiência visual. Ele não é apenas ator, mas também diretor, cantor e estudioso. Neste filme, através de sua narração e histórias de sua vida, vemos como ele usa o teatro para superar os contratempos de sua deficiência e conhecer sua visão, filosofia e processo.

Menção Especial do Júri:

Meu nome é Daniel – My name is Daniel (Brasil, 2018, 1h 23min.) Dir. Daniel Gonçalves. LIVRE

Daniel Gonçalves nasceu com uma deficiência que nenhum médico conseguiu diagnosticar. Neste documentário pessoal, o jovem cineasta narra a trajetória da sua vida para tentar entender sua condição. Por meio de imagens de arquivo da família e imagens gravadas recentemente, acompanhamos sua história e suas reflexões.

Pela exposição e pela reflexividade do próprio personagem-documentarista e pela narrativa que articula temporalidades diferentes ressignificando situações e perspectivas.

Menção Especial do Júri:

Menina de areia – Sandgirl (Alemanha, 2017, 1h 24min) Dir. Mark Michel. LIVRE

Uma jovem escritora que não anda nem fala nos convida a conhecer seu universo único. Um ensaio documental sobre liberdade e percepção.

Pela articulação de procedimentos narrativos diversos para representar de forma lúdica e sensível um universo particular.

O júri

Três profissionais compõem o júri técnico do festival. São eles: Regina Cohen, coordenadora da Comissão de Acessibilidade do Conselho de Arquitetura e Urbanista do Rio, membro do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência e da Comissão de Acessibilidade da Prefeitura; Felipe Monteiro, especialista em tradução acessível pela Universidade Estadual do Ceará, com especialização em Educação especial pela UERJ e Audiodescrição na escola pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora – MG) e Cristina Gomes, roteirista, professora, consultora criativa e doutora em Roteiro Cinematográfico pela PUC-Rio.

Sobre o Festival Assim Vivemos

Além de exibir filmes nacionais e internacionais inéditos, o festival é conhecido por seus debates, sempre com convidados, que trazem novas perspectivas aos temas retratados nos filmes. As discussões promovidas pelo evento já foram apontados como uma quebra paradigmática ao deslocar para um espaço cultural um debate que antes se restringia aos ambientes de saúde e serviço social.

O festival exibe documentários, filmes de ficção e animações que mostram a pessoa com deficiência como protagonista, colaborando para quebrar preconceitos que ainda são obstáculos para a realização de sua cidadania plena. O festival teve sua primeira edição em 2003 no Rio de Janeiro e em Brasília.

Sobre o CCBB RJ

Inaugurado em 12 de outubro de 1989, o CCBB já recebeu mais de 50 milhões de visitas em 30 anos de atuação e está instalado em um edifício histórico, projetado pelo arquiteto do Império, Francisco Joaquim Bethencourt da Silva. Marco da revitalização do centro histórico da cidade mantém uma programação plural, regular, acessível e de qualidade. Já foram oferecidos ao público mais de 3.000 projetos de artes visuais, cinema, teatro, dança, música e pensamento. Desde 2011, o CCBB incluiu o Brasil no ranking do jornal britânico The Art Newspaper, projetando o Rio de Janeiro entre as cidades com as mostras de arte mais visitadas do mundo. Agente fomentador da arte e da cultura brasileiras segue em compromisso com a formação de plateias, incentivando o público a prestigiar o novo e promovendo nomes da arte mundial.

Serviço

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – CCBB RJ

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro, Rio de Janeiro

Assim Vivemos – Festival Internacional de Filmes sobre Deficiência

23 de outubro a 4 de novembro de 2019

Horário: Quarta-feira a segunda-feira, 9h às 21h


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