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Cine BDB recebe documentário de Vladmir Carvalho


Vladimir Carvalho Foto Joanna Ramos Acervo Pessoal 1024x576 Cine BDB recebe documentário de Vladmir Carvalho

Filme O engenho de Zé Lins, que recupera a trajetória do célebre escritor paraibano, será exibido no dia 11, às 19h

Neste mês de junho celebramos 120 anos do nascimento de José Lins do Rêgo, um intelectual brasileiro que soube ser respeitado “sem nunca deixar de ser um meninão”, diz Vladmir Carvalho, cineasta que fez uma cinebiografia sobre ele. A BDB Cultural celebra essa ocasião transmitindo justamente o documentário O engenho de Zé Lins (2006), de Vladimir, como atração do “Cine BDB”, que ocupa as redes sociais da iniciativa no próximo dia 11, às 19h. Já deixe a pipoca de sexta-feira separada: o filme ficará em cartaz apenas neste dia.

O engenho de Zé Lins é um documentário que retoma a trajetória do escritor a partir da conexão que ele compartilha com o cineasta — a infância no interior da Paraíba — e como se perdeu a infância analógica e campesina que foi tão bem retratada por José Lins do Rego no livro O menino de engenho (1932).
“Eu nasci em Itabaiana, mesma cidade onde o Zé recebeu a primeira educação. Meu pai lia para nós os livros de Zé depois do jantar e eu me lembro do maravilhamento que me dava ver transformado em palavras aquilo que eu conhecia, especialmente em Doidinho (1933), que se passa na minha cidade. Aquela relação me acompanhou sempre. Em 2001, que foi o centenário de José Lins do Rêgo, eu acompanhei as homenagens e decidi transformar essa conexão em filme”, diz Vladmir Carvalho.

Formas de contar a verdade
Em O engenho de Zé Lins, em vez de contar a vida do escritor a partir de uma narrativa linear, se investiga o presente de temas que eram trabalhados pelo escritor, se recuperam objetos que eram cotidianos para o intelectual e hoje se tornaram relíquias, como uma moenda de cana. “Ele ergueu um monumento para essa sociedade que já estava em decadência e acabou por eternizá-la”, afirma o diretor.
O cuidado da produção em recuperar documentos, testemunhos e locais históricos se apresenta em cada cena, mesmo que seja um filme sobre a conexão de Vladmir com Zé. “O documentário pretensamente quer captar a realidade, que é por definição algo um pouco difuso, mas não deixa de ser nosso objetivo. É um desafio montar um perfil que se aproxime da realidade, para formar uma história que retrate aquela pessoa, mesmo que só um aspecto dela. É preciso muita vigilância para não cometer erros históricos, mas tem que ser um esforço, ter uma responsabilidade cultural. Vivemos uma tempestade de sons, de imagens, e a verdade dá trabalho, então ela foi saindo de moda, mas ela é um tesouro muito precioso”, conclui.

 

Fonte: BDB Cultural

Foto: Joanna Ramos

Por: Lilian Mendes
Data: 08/06/2021


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