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17.04.2020

Coronavírus: o desafio da diversidade de exames no Brasil

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Segundo o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins, já são quase dois milhões de infectados pelo novo coronavírus. Dentre os casos confirmados, o número no Brasil já ultrapassou 24 mil, com mais de 1300 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde.

Como medida preventiva, milhares de testes rápidos estão sendo distribuídos pelo país para detectar a doença.  A maioria deles usam pequenas amostras de sangue, soro ou plasma para detecção de anticorpos contra o coronavírus. Apesar do resultado em poucos minutos, especialistas têm chamado atenção para o uso indiscriminado e alertado para a adoção de protocolos do Ministério da Saúde.

O médico Rafael Jácomo, Diretor Técnico do Grupo Sabin, explica que para detectar a presença do vírus, há três metodologias que podem ser aplicadas: o método PCR, onde é coletado material nasal para detecção do RNA (material genético do vírus); os testes sanguíneos para detecção de anticorpos e os testes em material nasal para detecção de antígenos do vírus. “A principal diferença entre eles está no momento de detecção. A princípio, o PCR pode diagnosticar precocemente a doença, porque já aponta a presença do vírus no início dos sintomas. Já os testes para detecção de anticorpos são os indicado para estágios mais avançados da doença, após  10 dias e os de detecção de antígenos um pouco antes disso, mas pouco se sabe, efetivamente, sobre a efetividade destes dois últimos. ”, esclarece.

O tempo para o resultado também varia de acordo com o exame. Segundo o especialista, o teste de PCR envolve procedimentos que podem levar algumas horas, dependendo do instrumento e do procedimento realizado. “Os outros dois podem ser realizados individualmente com resultados em poucos minutos, mas isso depende de toda uma estrutura laboratorial disponível. O que podemos afirmar é que o teste molecular, PCR, é considerado o mais preciso E é o que a OMS indica como definidor para diagnóstico”, aponta. Há, ainda um grande risco sobre falsos negativos em resultados dos testes rápidos que detectam imunoglobulinas (IgG e IgM) e a interpretação que se pode ter deles. Para a estratégia de testagem e diagnóstico precoce eles não conseguem dar a resposta que precisamos.

O médico alerta que realizem o exame nos laboratórios apenas pacientes sintomáticos (que apresentem febre, tosse e falta de ar) com prescrição médica e pacientes internados em hospitais e pronto socorro. “Esses critérios foram adotados para assistir a população de maior risco, ou seja, quem mais precisa do exame diagnóstico para iniciar tratamento”, explica.

Jácomo esteve à frente da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Sabin que trabalhou no teste para detecção do vírus. “Conseguimos desenvolver o exame com metodologia própria em 20 dias. Já realizamos mais de 12 mil testes até o momento e temos capacidade mensal de cerca de 20 mil exames, com abastecimento continuado de insumos e materiais”, afirma.

Os resultados ficam prontos em até dois dias úteis, se realizados no Distrito Federal, e em até três dias úteis se coletados em outras regiões do País.

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