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04.12.2020

Em mosaico diversificado, 30 filmes vão mostrar a força do 53º FBCB

Atores Principais Emanuelle Araujo e Ícaro Bittencourt Criança 1 Araca Filmes 300x200 Em mosaico diversificado, 30 filmes vão mostrar a força do 53º FBCB

Amplo, plural e “abarcativo”. Com essas três palavras, o curador e diretor artístico da 53ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB), Silvio Tendler, define o perfil da maior festa do audiovisual brasileiro em 2020. Trinta filmes diferenciados nas temáticas e linguagens serão transmitidos no festival, que ocorre entre os dias 15 e 20 de dezembro, pelo Canal Brasil e streaming Canais Globo.

Na lista dos filmes selecionados, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta sexta-feira (04.12) pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), uma novidade. A divulgação de dois novos curtas-metragens na categoria oficial do gênero, em substituição a dois trabalhos que não cumpriram o regulamento do FBCB, segundo o qual é imprescindível o ineditismo local.

“Estou muito satisfeito com o conjunto da seleção. Isso é o Festival de Brasília, que é a maior festa do cinema brasileiro”, destaca Silvio Tendler. “É uma vitrine do cinema no País. Em 30 filmes conseguimos mostrar essa diversidade, os filmes se complementam”, completa o cineasta.

“A cada passo que damos, avançamos rumo a realização de uma edição que nasce histórica. Vamos executar o Festival de Brasília, um patrimônio brasileiro, num ano em que vimos eventos similares serem interrompidos. Estou orgulhoso da garra de todos os envolvidos”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues.

Desde que foi convidado pelo secretário Bartolomeu Rodrigues para assumir a curadoria e direção artística do evento, Tendler tinha esse conceito de amplitude e onipresença da realidade audiovisual e social nacional mapeado na cabeça.

A ideia era não apenas abraçar todos os gêneros e estéticas possíveis, mas que todos os temas brasileiros fossem contemplados, elegendo produções que falassem do negro, do indígena, da mulher, da comunidade LBGTQIAP+, dos problemas da nação. Para tanto, deu plena autonomia aos 13 membros das três Comissões de Seleção da Mostra Oficial (longas e curtas) e da Mostra Brasília.

“Os júris foram muito diversificados, com total liberdade de ação e decisão, foram completamente autônomos e soberanos, não me meti em nada”, revela. “Eles resolveram os filmes e as temáticas. E houve muita discussão por conta dos filmes e das temáticas”, conta.

BRASIL VERDADE

Dos seis filmes selecionados para a Mostra Oficial de longa-metragem, cinco são documentários, dando vazão a homenagens viscerais ao cinema nacional e ao diálogo com figuras emblemáticas da cultura nacional.

Conheça os longas da Mostra Oficial:

(clique no título para acessar o post dos filmes)

Espero Que Esta Te Encontre e Que Esteja Bem<http://www.cultura.df.gov.br/espero-que-esta-te-encontre-e-que-estejas-bem-nao-pe-rj-ms/>

(Natara Ney, Documentário, PE/RJ/MS, 83 min)

Por Onde anda Makunaíma?<http://www.cultura.df.gov.br/por-onde-anda-makunaima-rr/>

(Rodrigo Séllos, Documentário, RR, 84 min)

A Luz de Mario Carneiro<http://www.cultura.df.gov.br/a-luz-de-mario-carneiro-rj/>

(Betse de Paula, Documentário, RJ, 73 min)

“Longe do Paraíso<http://www.cultura.df.gov.br/longe-do-paraiso-ba/>

(Orlando Senna, Ficção, BA, 106 min)

Entre Nós Talvez Estejam Multidões<http://www.cultura.df.gov.br/entre-nos-talvez-estejam-multidoes-mg-pe/>

(Aiano Bemfica e Pedro Maia de Brito, Documentário, MG/PE, 92 min)

Ivan, o TerríVel<http://www.cultura.df.gov.br/ivan-o-terrirvel-rj/>

(Mario Abbade, Documentário, RJ, 103min)

Estarão presentes, no festival deste ano, desde a abordagem contundente do atual momento do País, como mostra a produção mineiro-pernambucana “Entre Nós Talvez Estejam Multidões”, a homenagens a grandes ícones da nossa cultura. Sejam elas da literatura, como é o caso do modernista Mário de Andrade, representado em “Por Onde Anda Makunaíma?”, ou a mestres como Ivan Cardoso, inventor do subgênero, “Terrir”, e o cineasta, diretor de fotografia e pintor Mario Carneiro, respectivamente nos projetos “Ivan, o TerrirVel” e “A Luz de Mario Carneiro.

Silvio Tendler aponta que o resultado dos longas é reflexo não apenas do atual mercado do audiovisual, mas da realidade do planeta, com a pandemia da Covid-19.. Cita como exemplo a escolha de dois documentários na briga por vaga de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2021: o brasileiro “Babenco”, de Bárbara Paz, e o chileno “O Espião”, de Maite Alberdi.

“Na verdade, o que está acontecendo é que o cinema documentário, nesse momento, não sei se por conta da pandemia ou se é uma nova estética que está surgindo, está assumindo um protagonismo mundial”, observa. “Fazer ficção hoje em dia está muito caro, muito difícil, o mercado está complicado, produzindo para as redes de televisão, e estão priorizando os documentários. Acho que é uma realidade”, constata.

MUDANÇAS NA SELEÇÃO DOS CURTAS

No período recursal, foi apontado que dois curtas pré-selecionados descumpriram um item do edital sujeito à desclassificação: o de ineditismo no Distrito Federal. Assim, os filmes, “À Beira do Planeta Mainha Soprou a Gente” (BA) e  “Mãtãnãg, A Encantadora” (MG) foram substituídos por “Noite de Seresta” (CE) e “Inabitáveis” (ES), os dois melhores pontuados.

“Não é uma decisão nossa. Consta no regulamento que os filmes têm que ser inéditos em Brasília, tivemos que tirar esses dois trabalhos”, observa Tendler.

Conheça os curtas da Mostra Oficial:

A Morte Branca do Feiticeiro Negro<http://www.cultura.df.gov.br/a-morte-branca-do-feiticeiro-negro-sc/>

(Rodrigo Ribeiro, Documentário, SC, 11mim)

A Tradicional Família Brasileira KATU<http://www.cultura.df.gov.br/a-tradicional-familia-brasileira-katu-rn/>

(Rodrigo Sena, Documentário, RN, 25mim)

Distopia<http://www.cultura.df.gov.br/distopia-ba/>

(Lilih Curi, Ficção, BA, 10m38s)

Guardião dos Caminhos<http://www.cultura.df.gov.br/guardiao-dos-caminhos/>

(Milena Manfredini, Experimental, RJ, 3 mim)

Inabitável<http://www.cultura.df.gov.br/inabitavel-pe/>

(Matheus Faria e Enock Carvalho, Ficção, PE, 19m57s)

Inabitáveis<http://www.cultura.df.gov.br/inabitaveis/>

(Anderson Bardot, Ficção, ES, 25m)

Noite de Seresta<http://www.cultura.df.gov.br/noite-de-seresta-ce/>

(Muniz Filho, Sávio Fernandes, Documentário, CE, 19m)

Ouro Para o Bem do Brasil<http://www.cultura.df.gov.br/ouro-para-o-bem-do-brasil-rj/>

(Gregory Baltz, RJ, Documentário, 17m24s)

Pausa Para o Café<http://www.cultura.df.gov.br/pausa-para-o-cafe-pr/>

(Tamiris Tertuliano, Ficção, PR, 5mim)

República<http://www.cultura.df.gov.br/republica-sp/>

(Grace Passô, Ficção, SP, 15m30s)

Quanto Pesa<http://www.cultura.df.gov.br/quanto-pesa-ma/>

(Breno Nina, Ficção, MA, 23min)

Vitória<http://www.cultura.df.gov.br/vitoria-mg/>

(Ricardo Alves Jr. Ficção, MG, 14m)

MUITOS PLANOS

A prestigiada Mostra Brasília que ocorre desde 1996, no FBCB, teve 12 filmes selecionados.  Quatro documentários concorrem na categoria longa-metragem, a exemplo de Candango: Memórias do Festival”; e “Utopia e Distopia”, do veterano Jorge Bodanzky.

O primeiro, dirigido por Lino Meirelles, é um afetivo mosaico de depoimentos de cineastas, atores, organizadores, jornalistas sobre o mais importante festival de cinema do país. O segundo, recheado de imagens Super 8 e registros fotográficos da época de estudante do diretor, uma reflexão contundente sobre os primeiros anos da capital e da UnB.

Conheça os longas da Mostra Brasília

(clique no título para acessar o post dos filmes)

O Mergulho na Piscina Vazia<http://www.cultura.df.gov.br/o-mergulho-na-piscina-vazia-mostra-brasilia/>

(Edson Fogaça, Documentário, 83min)

Cadê Edson?<http://www.cultura.df.gov.br/cade-edson-mostra-brasilia/>

(Dácia Ibiapina, Documentário, 72 min)

Candango: Memórias do Festival<http://www.cultura.df.gov.br/candango-memorias-do-festival-mostra-brasilia/>

(Lino Meirelles, Documentário, 119 min)

Utopia e Distopia<http://www.cultura.df.gov.br/utopia-distopia-mostra-brasilia/>

(Jorge Bodanzky, Documentário, 74 minutos)

Conheça os curtas da Mostra Brasília

Algoritmo<http://www.cultura.df.gov.br/algoritmo-mostra-brasilia/>

(Thiago Foresti, Ficção, 20min)

Questão de Bom Senso<http://www.cultura.df.gov.br/questao-de-bom-senso-mostra-brasilia/>

(Péterson Paim, Documentário, 29m53s)

Do Outro Lado<http://www.cultura.df.gov.br/do-outro-lado-mostra-brasilia/>

(David Murad, Ficção, 15m36s)

Rosas do Asfalto<http://www.cultura.df.gov.br/rosas-do-asfalto-mostra-brasilia/>

(Daiane Cortes, Documentário, 19m57s)

Eric<http://www.cultura.df.gov.br/eric-mostra-brasilia/>

(Letícia Castanheira, Documentário, 13m50s)

Brasília 60 + 60: Do Sonho ao Futuro<http://www.cultura.df.gov.br/brasilia-60-60-do-sonho-ao-futuro-mostra-brasilia/>

(Raquel Piantino, Animação, 13mim)

Delfini Brasília, Olhar Operário<http://www.cultura.df.gov.br/delfini-brasilia-olhar-operario-mostra-brasilia/>

(Maria do Socorro Madeira, Documentário, 22m58s)

Curumins<http://www.cultura.df.gov.br/curumins-mostra-brasilia/>

(Pablo Ravi, Documentário, 17m14s)

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Ascom/Secec)
Fotos: Divulgação


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