04.05.2018

ESPETÁCULO CRIA PROPÕE JOGO POÉTICO SOBRE TEMAS COMO TRANSITORIEDADE, LUTA POR PODER E INTERDEPENDÊNCIA

 

 cria foto diego bresani 02062017 BRE1799 ESPETÁCULO CRIA PROPÕE JOGO POÉTICO SOBRE TEMAS COMO TRANSITORIEDADE, LUTA POR PODER E INTERDEPENDÊNCIA

Em cena, as atrizes Caísa Tibúrcio e Nara Faria vivenciam diversos personagens

Texto assinado pela diretora Ana Flavia Garcia partiu de provocações e propostas das próprias intérpretes

Espetáculo CRIA em curta temporada no SESC Garagem

Duas figuras se deslocam pelo espaço-tempo, trocando ideias, propondo reflexões, criando conexões. São seres que se colocam num território híbrido, pulando por dimensões, espaços, personagens e sentimentos para falar de temas que permeiam o cotidiano das mulheres atuais. A partir de ressonâncias internas, elas vão circular por situações de interdependência entre os opostos, briga por poder e incomunicabilidade. Fazendo uso do humor, irão tocar em temas sensíveis como solidão, utopia, guerra. E, sobretudo, vão criar encantamento. Esta é a proposta do espetáculo CRIA, protagonizado pelas atrizes Caísa Tibúrcio e Nara Faria, e com direção de Ana Flavia Garcia, que faz temporada no Teatro SESC Garagem, dias 18, 19 e 20 de maio, sempre às 20h com ingressos a R$ 10,00 a meia entrada e R$ 20,00 a inteira.

CRIA é um jogo poético que apresenta, em seu enredo, os percursos de duas mulheres, que por um infortúnio do destino molecular e das mutações das dimensões físicas, se deparam com a transitoriedade do espaço/tempo. Transitam e migram de locus e forma, assim como os átomos que já fizeram parte de outros corpos ao longo da sua existência. Que ambientes se localizam entre a concretude e o desconhecido, entre o real e o etéreo, entre o conforto da rotina e o abismo? Um salto poderia virar um voo? A imprecisão da natureza é motor para infinitas fantasias e considerações.

Em cena, as intérpretes abordam, sempre de maneira original e poética, situações que remetem ao contexto atual. O espetáculo faz referência aos padrões comportamentais contemporâneos, à incompletude, à iminência da guerra, às relações pessoais, ao desconhecido, ao universo, mas principalmente à poesia da alma, sempre com bastante humor.

Foto 2 CRIA Diego Bresani ESPETÁCULO CRIA PROPÕE JOGO POÉTICO SOBRE TEMAS COMO TRANSITORIEDADE, LUTA POR PODER E INTERDEPENDÊNCIA

SOBRE O CRIA

CRIA tem seu embrião na pesquisa das atrizes Caísa Tibúrcio e Nara Faria sobre diversos temas e experiências que as provocam como o pensamento sistêmico, os paradigmas da complexidade, da instabilidade e da intersubjetividade. Assim, o espetáculo foi desenvolvido a partir da necessidade de ver e lidar com a complexidade do mundo em todos os seus níveis, das ligações de fatos particulares de um sistema e da necessidade de explicações da vida feitas pela ciência e pela filosofia.

A montagem começou com o intercâmbio das atrizes com a artista mexicana Gabriela Muñoz e, nessa fase, criaram um repertório temático, com acervo de referências textuais, de imagens decorrentes das inquietações, desejos e dúvidas; um catálogo de provocações. Depois, as atrizes convidaram a artista brasiliense Ana Flavia Garcia para, a partir do acervo então produzido para fazer a direção teatral e arrematar a dramaturgia do espetáculo.

CRIA estreou em maio de 2017, com uma temporada no Teatro Goldoni/Brasília e circulando no Distrito Federal. Foram realizadas, apresentações nos Institutos Federais do DF: IFBs localizados em Taguatinga Norte, Gama e Ceilândia e compôs a programação do Espaço Imaginário Cultural, Samambaia/DF dentro do projeto Brasília Cênica.

CRIA é uma proposta que alcança os alargamentos poéticos, os fluxos de encantamento, as sensações de rupturas, de vazio e completude presentes no material inicialmente coletado em que as atrizes se abrem ao mundo sensível para afetar o público com o ato de revelação das diferentes figuras e ambientes criado. Nesse contexto de indeterminação e transição, o mundo está em processo e assim, consequentemente enfatizamos a imprevisibilidade, a mutabilidade e a incontrolabilidade da vida.

A narrativa se afasta da linearidade progressiva do drama, proporcionando espaço para a dramaturgia aberta, em que o discurso e a linguagem fragmentada fazem do espectador um formador da fábula, afastando-o da condição de um mero receptáculo de informações. Vários elementos cênicos são apresentados e, ao invés de caminhar para a uniformidade, o espectador experimenta uma recepção de suspensão; do não explícito; do hiato entre a palavra, o som e a imaginação; e do que ainda pode ser criado.

Assim, o espetáculo auxilia o espectador a tornar-se um cocriador da obra, acentuando a potencialidade do ser humano em criar, de solicitá-lo a criar as suas próprias imagens a partir de uma encenação que oferece lacunas e espaços para tal, vivendo uma jornada a partir da disponibilidade de se entregarem em um movimento criativo e coletivo.

SOBRE AS ATRIZES

CAÍSA TIBÚRCIO

Bacharel em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (2005), com cursos técnicos de canto (Escola de Música de Brasília), pandeiro, percussão, flauta (Escola de Choro Raphael Rabello) e mestrado em Artes Cênicas pela UnB. Atriz e diretora, assinou a direção de projetos como ‘Presépio de Hilaridades Humanas’, que realizou circulação Nacional pelo Palco Giratório/SESC, ‘Zezinho e o anjo Marmanjo’, infantil realizado em DF e MG. Como atriz, já trabalhou com alguns dos principais diretores do DF, como Hugo Rodas e João Antonio; atua em ‘Achadouros – Teatro para bebês e primeira infância’, com direção de José Regino e no solo ‘Sementes: quando o sonhadário germina’, indicado para o prêmio SESC de Teatro Candango em 2016. Integrou o Grupo de Teatro Esquadrão da Vida, de 2008 a 2012, e a Cia Burlesca (2013 e 2014). Como a palhaça Ananica, atua no projeto ‘Invações Palhacísticas e Acumulativas’ com a Circa Brasilia e ‘Lorota de Palhaças’, da Cia Concertina, e participa da III edição de TPMs – Temporada Internacional de Palhaças no Mês da Mulher, do IV Encontro Internacional de Palhaças de Brasília, da Bienal Internacional do Livro e do Festival de arte Eixo Imaginário, dentre vários outros.

NARA FARIA

Artista multidisciplinar e arte-educadora graduada pela Universidade de Brasília (2004), atua, dirige e ministra cursos nas áreas de dança, circo, teatro e cinema. Pesquisando a fusão entre linguagens, de 2008 a 2014 integrou a Cia. Nós No Bambu, especializada em dança acrobática sobre esculturas artesanais de bambu. Atualmente atua no espetáculo “ACHADOUROS” – teatro para bebês, em parceria com Caísa Tibúrcio e com direção de José Regino. O espetáculo realizou diversas apresentações no DF, PR, GO, MG, RJ e SP, desde sua estreia no segundo semestre de 2015, quando recebeu o Prêmio SESC do Teatro Candango com Melhor Espetáculo Infantil.

FICHA TÉCNICA

Direção e Dramaturgia: Ana Flávia Garcia

Atrizes: Caísa Tibúrcio e Nara Faria

Direção de Pesquisa Cênica: Gabriela Muñoz

Direção de Arte: Roustang Carrilho

Criação Musical: Décio Gorini

Concepção de Cenário e Figurino: Ana Flávia Garcia, Caísa Tibúrcio, Nara Faria e Roustang Carrilho

Criação de Luz: Marcelo Augusto

Produção e Assessoria de Imprensa: Pedro Caroca – V4 Cultural

Fotografia: Diego Bresani

Operação de som: Tiana Oliveira

Design e Imagem: Jana Ferreira

Produção audiovisual: Cachecol Filmes

SERVIÇO

Dias 18, 19 e 20 de maio de 2018

Sexta à domingo, sempre às 20h

Teatro SESC Garagem (SEPS 713/913)

Ingressos: R$ 20,00 inteira e R$ 10,00 meia entrada

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 60 minutos

Informações: 61 98173-3450

VÍDEOS

 Filmagem Editada: https://youtu.be/AUvW5FzpOqs

Espetáculo na Íntegra: https://youtu.be/8I75PMQKixU

Teaser: https://youtu.be/N7VvOwzAF7c

www.espetaculocria.com.br

@espetaculocria

 

 

 

 

 

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