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01.12.2020

Fecomércio-DF defende pacto pela saúde e economia, e cobra fiscalização ao invés de fechamento

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O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, e outros líderes do setor produtivo se reuniram por videoconferência, nesta terça-feira (1º), com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Osnei Okumoto, para discutir medidas de prevenção contra uma possível segunda onda do coronavírus. Os empresários sugeriram um pacto pela saúde e economia da cidade, de forma que o comércio não seja obrigado a fechar novamente. Os representantes das entidades empresariais se comprometeram a reforçar os protocolos de segurança e vão ajudar a promover campanhas de conscientização da sociedade. Eles criticaram posicionamentos e decretos que tendem a penalizar setores inteiros por falhas pontuais de alguns estabelecimentos ou por culpa de bares e eventos clandestinos. A Fecomércio-DF também cobrou mais fiscalização e testagem por parte do GDF.

“O comércio não pode ser sempre penalizado. Seguimos rigorosamente tudo o que foi preestabelecido com o governo. A fiscalização foi deixada de lado e as pessoas perderam o medo da doença e foram para as ruas”, afirmou o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia. “O que nós queremos é um esforço conjunto, um pacto para resolver a situação, e não apenas colocar na conta do comércio ou do segmento de bares e restaurantes. Os shoppings, as lojas de rua, os bares e restaurantes, seguiram rigorosamente os protocolos de segurança. Infelizmente, ocorrem festas irregulares em pontos clandestinos que pioram o quadro no DF. Mas o setor não pode ser penalizado por isso”, completou Francisco Maia. De acordo com o presidente da Fecomércio-DF, o setor não resistirá a um lockdown às vésperas do Natal.

Durante a reunião, os representantes do setor produtivo receberam a notícia do decreto emitido pelo Governo do DF que estabeleceu um novo horário de funcionamento para bares e restaurantes. Agora, as empresas deverão encerrar o expediente às 23h. Diante disso, o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar-DF), Jael Antonio da Silva, pediu que a norma seja revogada pelo governador. “Fica parecendo que os bares e restaurantes são os responsáveis pela contaminação do vírus. Nós sabemos que somos 10 mil bares no DF. Outros locais são muito mais propícios para contaminação. Nós preparamos um protocolo de segurança que está sendo seguido rigorosamente por 99,9% dos bares da cidade. Infelizmente, alguns estão extrapolando as normas. Mas eles não representam a maioria do setor”, disse Jael. Segundo o dirigente, o segmento é sempre o primeiro a ser severamente penalizado.

Outros dirigentes endossaram o discurso do Sindhobar e pediram revisão no decreto. Para o presidente da Fibra, Jamal Bittar, o setor é um dos que mais emprega em Brasília e pediu que o governo não trate os empresários como inimigos da saúde. “É um setor que tem sofrido muitas críticas. Lastimo muito que todas as vezes eles sejam os primeiros penalizados. Eu acredito que o setor é o maior democratizador de emprego e renda. Principalmente porque emprega pessoas que não tem qualificação e precisam de uma oportunidade. A cada pico dessa doença o setor de bares é atingido de forma injusta”, reiterou Jamal. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do DF (CDL-DF), José Carlos Magalhães, concordou. “Vejo que o segmento de bares e restaurantes esta sendo culpado em praticamente tudo. Esse decreto preocupa o setor. Nós temos ônibus andando lotado pelas cidades satélites. Existem outras medidas que precisam ser tomadas”, disse o dirigente.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF), Edson de Castro, disse que 650 lojas do setor varejista já fecharam esse ano. “É preciso fiscalização nas orlas do lago, áreas que foram liberadas pelo governo e estão lotadas pela população. Não é justo você colocar a culpa no comércio. Hoje você não entra no shopping sem ser testado, por exemplo”, disse Edson.

Participação do GDF

O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, disse que foram registrados no último domingo (29) 627 casos novos de Covid e cinco mortes em decorrência da doença. Das 34 regiões administrativas, 30 apresentam taxa de transmissão acima de 1, o que corresponde a 88% das RAs. Isso indica avanço da doença no DF. “Percebemos que a taxa de transmissão é um primeiro alerta. Em virtude dela apontar uma crescente isso nos motivou a explicar a necessidade das medidas sanitárias. Não se pode deixar de manter os cuidados necessários, porém queremos ouvir a Fecomércio. Entendemos que ela é importante nesse processo. Logicamente que se os índices de transmissão aumentarem as restrições aumentam. Então, o que nós pedimos é uma campanha de sensibilização da população e do setor produtivo para conter a contaminação do vírus”, disse o secretário.

Apoio do Sesc-DF

Cerca de 10 mil testes rápidos de detecção do Covid foram doados pelo Sesc-DF à Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Os testes serão usados para um estudo epidemiológico sobre a disseminação do vírus na capital federal que começará a ser feito nesta quarta-feira (2). Com a testagem, será possível avaliar quantas pessoas tiveram contato com o vírus. “Neste momento, é fundamental que a gente invista em estudos epidemiológicos. Precisamos trabalhar cada vez mais próximos não só ao Sesc, mas também instituições do setor produtivo para apoio e discussão da situação que estamos vivendo”, disse o secretário.

Fonte: Fecomércio DF


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