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04.02.2021

Jogos de computador na sala de aula

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Maratona tecnológica reuniu alunos em competição pedagógica – o grande prêmio foi um videogame

Em janeiro, antes de começar o novo ano letivo, uma maratona tecnológica de bolsas de educacionais na escola Cresça, em Brasília, contou com mais de 100 inscrições. Por meio de jogos de computador, ligados a lógica e matemática, crianças de várias idades disputaram prêmios como um Playstation 5 e um Chromebook Samsung, além de bolsas de estudo de até 30% para 2021. Tudo através do EducatuX, sistema operacional nacional, livre e de código aberto, criado para estimular o desenvolvimento tecnológico e científico. A programação contou com café da manhã e show de mágica para toda a família. Divididos por faixa etária e seguindo as regras de segurança e distanciamento social, a brincadeira foi séria: “Que professor não gostaria de ver a turma tão concentrada? Pois esse cenário é possível quando adotamos a gameficação”, comenta a coordenadora de Educação Infantil ao 3° ano, Katiana Falcão de Mesquita.

Jogar para aprender

O professor Aderbal Botelho, desenvolvedor do sistema EducatuX e organizador da maratona, afirma que o evento pedagógico foi desenhado para ajudar a escola a fazer uso de tecnologia na sala de aula e gerar um clima de competição saudável entre os alunos: “O ato de premiar o esforço está presente nos games e faz parte do cotidiano infantil. Por que não poderia estar também na sala de aula? Assim, é possível promover um ambiente de aprendizado muito mais dinâmico e prazeroso”.

Gabriel Barata, de 8 anos, foi o grande vencedor. Ele estava em outra escola, mas foi matriculado no Cresça após a maratona. Com o PlayStation5 nos braços, Gabriel não tem dúvida de que qualquer criança aprende mais rapidamente jogando: “É mais fácil entender quando é divertido”.

Para um dos sócios mantenedores do Cresça, Leandro Gadelha, a forma de aprender mudou: “Antes a gente ia estudar sobre o sistema solar e via a foto no livro. Hoje, o aluno viaja pelos planetas. Se você muda a forma de aprender, é preciso mudar a forma de ensinar. Os centros de interesse e as ferramentas que devem ser usadas também precisam evoluir. A criança hoje busca o conhecimento por ela mesma. O professor é apenas um orientador para direcionar esse aprendizado”. O Cresça já investia em plataformas online e oficinas remotas antes da pandemia. Com as restrições impostas pela quarentena, novas ferramentas foram incorporadas aos processos: “Claro que a rotina mudou, mas foi um esforço coletivo e as crianças foram as que mais se dedicaram. Esse momento veio para mostrar que não teremos mais como pensar em educação sem pensar em tecnologia”, aponta.

Os pais, as crianças, o método e a tecnologia

A advogada Luara Dourado é mãe de Miguel, de 8 anos. Ela conta que o filho estava em um colégio militar e não se adaptou às regras. No Cresça, ele é mais feliz: “Como ele não tinha se adaptado ao formalismo da outra escola, a transição foi muito tranquila. É uma escola menor, que permite mais qualidade no ensino e muito mais interação”. Com a pandemia, a mãe conta que Miguel, que tem muita facilidade no mundo virtual, se ajustou bem às aulas: “A escola criou uma sala virtual de jogos, garantindo um momento do intervalo conjunto. Ele ficava ansioso por esse momento”. Luara explica que no método natural também há regras: “Se eles não aprendem, não evoluem, mas não é uma imposição, cada um vai no seu tempo”.

“Tem jogos que eu tenho que pegar uma quantidade certa de itens para fazer uma ferramenta, por exemplo. É praticamente matemática”, explica Miguel sobre a relação do ensino com os games. Ele, inclusive, quer criar um canal no YouTube com lives de jogos do EducatuX: “Eu já fiz uma animação e isso também tem números. Se o personagem tem uma área de 15 passos, se eu apertar uma tecla ele pode não completar o cenário, então preciso fazer as contas”, diz o pequeno. Dá até para estudar com os jogos: “Tem que praticar para conseguir mudar de nível. Não precisa só de livro para aprender”, define.

Sheila Acioli, psicóloga, professora e psicopedagoga, é responsável pela dinâmica da maratona: “O objetivo é transformar a educação. O que a gente percebe nas crianças é que a distração da brincadeira pedagógica na hora de estudar também amplia o desempenho dela em outras áreas. Ela trabalha suas habilidades por meio do jogo, porque ela se sente mais à vontade para perguntar quando tem dúvidas, por exemplo. O estudante fica livre para construir seu conhecimento e aprender no seu ritmo. Nivelar não é uma solução e a tecnologia ajuda nisso. Assim todos se desenvolvem dentro da própria capacidade”.

Segundo a enfermeira Fernanda Honda, que levou Davi, de 8 anos, para conhecer a escola, o método natural alinhado à tecnologia é surpreendente: “O Cresça tem ambientes diversificados e eu sinto que envolve valores – família, amor ao próximo – o que não é mais tão comum. Mas o que mais me chamou a atenção foi essa relação com a professora, sem barreiras. A escola pode ter 45 anos, mas achei isso inovador”. Para o filho, que está saindo de uma escola tradicional bilíngue, é tudo isso, mas é, principalmente, bem mais divertido, ainda mais com a maratona tecnológica e a chance de ganhar um videogame: “Dá para aprender continhas de matemática, ler histórias e até fazer arte. Nessa maratona tinha muitas fases, mas eu fui bem. E mesmo sem ganhar, não tem problema. Foi legal jogar”.

Se quiser saber mais, visite o site www.cresca.com.br.

SERVIÇO:

Escola Cresça

Local: SGAS 703/903 – Asa Sul – Brasília/DF

www.cresca.com.br


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