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15.04.2020

Jovens do Filhos deste Solo vão para 2ª etapa do Prêmio Juventude Rural Inovadora na América Latina

foto capa Jovens do Filhos deste Solo vão para 2ª etapa do Prêmio Juventude Rural Inovadora na América Latina

Quatro jovens empreendedores que participaram do Programa Filhos deste Solo, da Emater-DF, foram selecionados para a segunda fase do Prêmio Juventude Rural Inovadora na América Latina e no Caribe. Para participar, os projetos deviam apresentar soluções que constituam exemplos de boas práticas e tecnologias aplicadas na resolução de questões relativas à área rural, em especial dos pequenos agricultores locais.

O prêmio é uma iniciativa do Centro de Conhecimentos e Cooperação Sul-Sul do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e é cofinanciado pelo governo da China. O Fida atua em todo o mundo incentivando a produção de pequenos agricultores e atuando na luta contra a pobreza e busca identificar, recompensar e disseminar iniciativas inovadoras e sustentáveis de jovens de países da América Latina e do Caribe.

Com propostas como a de conscientização ambiental por meio de troca de insumos por mudas ornamentais, produção de cogumelos comestíveis e medicinais, um trailer barbearia em área rural e um sistema de aquaponia com monitoramento remoto em estrutura alternativa de bambu, Cleiton Neves, 25 anos, Yara Balliarini, 30, Karina da Silva, 27 anos, e Vitor Hugo Moraes de Lima, 35 anos, foram os jovens do DF aprovados para a segunda etapa do prêmio.

Conheça abaixo as iniciativas de jovens do DF aprovadas para a segunda etapa:

Educação ambiental

Morador do Núcleo Rural Córrego do Atoleiro, em Planaltina-DF, Cleiton Neves, que é técnico em agropecuária, decidiu investir em 600 metros quadrados de terra cedidos pela mãe. No local, batizado de Viveiro E.M, além de comercializar mudas nativas do cerrado, ele planeja fazer um trabalho de educação ambiental, incentivando as pessoas a reciclar o lixo.

Por meio de um cartão fidelidade, cada quilo de resíduo como casca de ovo, borra de café e casca de banana, acompanhado de uma garrafa pet vazia, vai dá direito a uma muda de planta nativa. O material, que seria descartado em lixo comum, vira adubo para suas plantas e a garrafa pet servirá de vaso para os meses iniciais da muda.

“Um dos objetivos é poder contribuir com o meio ambiente, com a coleta seletiva e a conscientização das pessoas. Com a iniciativa, eu ganho e todos ganham”, apontou.

Cogumelos comestíveis

Bióloga com mestrado em ecologia, Yara Ballarini apresentou no prêmio o projeto Caliandra Cogumelos, que produz cogumelos comestíveis e medicinais orgânicos a partir da técnica chinesa Jun Cao, que visa a utilização de rejeitos da agricultura para a produção de alimentos.

A partir de capim, serragem e outros rejeitos é possível a produção de alimentos de alto valor nutricional com baixo custo. “A utilização de rejeitos de outras culturas proporciona engajar a comunidade produtiva, gerar renda alternativa e diminuir problemas de destinação de resíduos orgânicos”, acrescenta.

Moradora no Núcleo Rural Córrego do Urubu, região do Lago Norte, após fazer o curso de empreendedorismo Filhos deste Solo, da Emater-DF, ela conta ter organizado as ideias e colocado em prática o projeto.

“Eu estava estudando muito por materiais encontrados na internet, mas eu não tinha achado ainda um curso voltado para o empreendedorismo rural, que é diferente e tem muitas particularidades. O curso foi muito bom porque realmente abordou essas particularidades e me ajudou muito a botar no papel e tirar do papel. Tudo que era ideia que estava solta na cabeça eu consegui concretizar”, ressaltou.

Segundo ela, a principal motivação foi entender que é possível unir agricultura, meio ambiente e desenvolvimento sustentável em um projeto de empreendedorismo. “Me inscrevi no prêmio para ter ajuda para desenvolver esse sonho. […] Os cogumelos têm tudo a ver com o desenvolvimento sustentável. A gente tem energia solar e a estrutura da estufa é construída com material reciclável, tipo caixa de leite moída e prensada”, contou Yara, que também tem o auxílio da Universidade de Brasília e do Sebrae.

A Caliandra cogumelos está situada em propriedade com vegetação nativa preservada com certificado de produção orgânica pela OPAC Cerrado, utiliza energia solar para produção e destina seus resíduos para reciclagem.

BarberTruck

Pensando na comunidade rural da região do Pipiripau, em Planaltina-DF, Karina da Silva e o marido, David Machado de Oliveira, 24 anos, desenvolveram o Callai Barber Truck. A ideia inicial era sair pelas áreas rurais do Distrito Federal levando serviços de corte de cabelo e manicure para evitar gastos da população com deslocamentos. No entanto, a demanda no Pipiripau foi tanta que o BarberTruck acabou ficando apenas na região.

A ideia de se inscrever no prêmio surgiu por incentivo da Emater-DF. De acordo com Karina, a seleção para a segunda etapa do prêmio trouxe inspiração. “Recebemos o resultado da primeira etapa com satisfação, principalmente em saber que não somos os únicos a acreditar no nosso projeto. Vai ser muito bom aprender mais com os demais participantes, poder aprimorar e expandir nosso projeto”, disse.

Aquaponia com bambu

Por meio da iniciativa do Sistema de Aquaponia com Monitoramento Remoto em Estrutura Alternativa de Bambu, Vitor Hugo, que é artesão e construtor de arte design em bambu, conseguiu também conseguiu ser aprovado para a segunda etapa. Junto aos projetos de sua empresa, a Bamburiti,empresa que trabalha com agroecologia, ele desenvolve bicicletas elétricas e estruturas rurais construídas com bambu para agricultores familiares. Também realiza capacitações no local.

“O bambu é um parceiro ambiental, leve e resistente, é uma matéria-prima bem peculiar. Abundante e de baixo custo, ultimamente tem agregado valor aos produtos finais. Visamos a democratização de renda e da mobilidade às comunidades rurais, e também a baixa emissão de carbono em nossa produção com regeneração de áreas antes degradadas”, ressalta Vitor Hugo.

Com estrutura de viveiro e calhas construídas com bambu e monitoramento e automação eletrônica, o sistema é uma alternativa para o desenvolvimento rural sustentável na produção alimentícia da agricultura familiar. Na aquaponia, a ideia é alimentar os peixes e utilizar seus excrementos que são ricos em nutrientes para alimentar as plantas, que por sua vez filtram a água para o peixe.

A aquaponia é uma técnica de produção de alimentos que reduzir o consumo de água, se comparada aos sistemas convencionais de irrigação, e promover o reaproveitamento integral do efluente gerado dentro do próprio sistema.

Em 2018, a Bamburiti desenvolveu um temporizador de baixo custo configurável via aplicativo de celular e monitoramentos das variáveis via navegador de internet. A tecnologia, de acordo com Vitor Hugo, se aplica à agricultura familiar e funciona como monitoramento e controle da aquaponia. “Vem se apresentando como uma tecnologia viável para a pequena propriedade agrícola”, conta.

“As expectativas são positivas para as próximas etapas da seleção. Temos agora um maior ânimo, trabalhamos para que nosso plano de negócio seja um dos finalistas do prêmio”, ressalta Vitor Hugo, que desenvolve o projeto em uma propiedade rural localizada em Planaltina-DF.

Empreendedorismo rural

O programa de empreendedorismo rural Filhos deste Solo tem como objetivo apoiar a permanência dos jovens no campo, com condições dignas, por meio de incentivo na condução de negócios bem-sucedidos, dotando-os de competências e habilidades, com novas perspectivas culturais, sociais e empreendedoras dentro da própria comunidade.

O prêmio

O prêmio é destinado a jovem ou grupo de jovens de 18 a 35 anos de idade; nacionais e residentes de países da América Latina e do Caribe que tenham iniciativas inovadoras.

Ao todo, 20 iniciativas finalistas serão selecionadas e terão suas despesas pagas para participarem da cerimônia de premiação prevista para acontecer em Bogotá, no dia 4 de junho de 2020.

Na cerimônia, serão anunciados dez ganhadores, que receberão prêmio em dinheiro; programa de aceleração com duas imersões presenciais, no Brasil e na Argentina; mentorias online; e eventos de difusão e reaplicação das iniciativas em outros países da América Latina e do Caribe (com despesas de viagem pagas).

O processo de seleção do prêmio será realizado em três fases: uma pré-seleção como a primeira fase do prêmio; a segunda será uma avaliação técnica pelo painel técnico designado (na qual os quatro jovens do Filhos deste Solo foram selecionados); e a terceira e final pela Comissão do Prêmio. A etapa final será até o 15 de maio de 2020, data limite para o comitê analisar os projetos.

http://www.emater.df.gov.br/jovens-do-filhos-deste-solo-vao-para-2a-etapa-do-premio-juventude-rural-inovadora-na-america-latina/

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