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Lançamento do curta- metragem Brincadeiras Mehinako


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Como forma de resgatar uma cultura ancestrais em que o lúdico era mais valorizado entre a garotada da aldeia Utawana, no Xingu, o diretor indígena Aiuruá Meinako lança curta-metragem estrelado por crianças que vivem na comunidade onde aprendem a brincar como seus ancestrais.

 

Com direção de Aiuruá Meinako e roteiro escrito pelo diretor junto com Delvair Montagner e Elza Ramalho, no próximo dia 15 de abril, às 10h30, será lançado o filme “Brincadeiras Mehinako”, uma produção que traz à tona a discussão do direito das crianças indígenas de se reconectar com suas tradições, sua cultura, suas ancestralidades por meio de atividades lúdicas.

Estrelado por crianças da etnia Mehinako, o curta-metragem com duração de 16 minutos foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, com o consentimento e a colaboração do povo indígena Mehinako e com a autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Em função das medidas sanitárias para o enfrentamento da COVID-19, o lançamento do filme acontece no canal do projeto .Como parte da programação de apresentação do filme, Aiuruá Meinako, Delvair Montagner e Elza Ramalho participam de uma roda de conversa aberta a toda a comunidade. Durante o evento, o público poderá participar enviando comentários e perguntas por escrito. A participação é gratuita e a classificação é livre para todos os públicos.

Em “Brincadeiras Mehinako”, o diretor evoca um tempo não muito distante em que as crianças de sua aldeia, a Utawana, da etnia Mehinako, no Parque Nacional do Xingu, ainda se divertiam com brincadeiras tradicionais com o uso de arco e flecha, nadar no rio, entre outras atividades lúdicas que além de divertir, passavam conhecimentos ancestrais de geração em geração.

O realizador do filme ressalta que a formação social e cultural de uma criança começa desde pequena ao participar de brincadeiras que seus pais lhes ensinam. Estas por sua vez, foram passadas através das gerações como parte da socialização e, posterior, integração do indivíduo como um adulto que dará continuidade e preservará os bens culturais que serão seu norte para o resto da vida, mesmo que esta venha a sofrer mudanças drásticas.

O desaparecimento de um aspecto cultural das populações tradicionais, afeta a estrutura social que rege o funcionamento da mesma. A perda da memória cultural, em especial das brincadeiras infantis, tem reflexos desastrosos no ethos cultural do grupo. Até os anos 1990, lembra o diretor, as crianças ainda tinham o interesse em participar das atividades do grupo na aldeia. “Hoje, as crianças só se divertem com o celular e a TV, como os brancos”, afirma Aiuruá Meinako.

 

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No entanto, ao convidar as crianças da aldeia a participar do filme e a aprender a usar o arco e flecha, a resposta foi positiva. “Eles gostaram da ideia e em três dias já estavam atirando com arco e flecha”, conta.  Com o estímulo e a orientação certas, elas podem receber e passar adiante os conhecimentos dos mais velhos, mantendo assim uma tradição ancestral. Durante o período de filmagem, elas aprenderam a fazer o brinquedo e como brincar com ele”, completa o diretor.

O filme será disponibilizado no canal do youtube “Brincadeiras Mehinako”, com acesso e download gratuitos. Além disso, serão distribuídos DVDs na aldeia Mehinako e nas escolas públicas do Distrito Federal. O curta- metragem poderá ser compartilhado pelo público em redes sociais e exibido gratuitamente em salas de aula de escolas públicas e privadas, em todas as etapas do ensino, do básico ao superior, como um elemento de contribuição para o ensino da História, da Cultura Afro-brasileira e Indígena, seguindo os parâmetros da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

 

Disponível no canal do Youtube | https://www.youtube.com/watch?v=TdLCjVc0VAM

Entrada| Franca

Classificação indicativa | Livre para todos os públicos

Acessibilidade | O filme é falado em língua nativa do tronco Aruak, com legendas em português e tradução para LIBRAS

 

Fonte|Foto: Agenda KB Comunicação

Por: Lilian Mendes
Data: 13/04/2021


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