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24.11.2020

Mostra “Fellini, Il Maestro” CCBB Brasília

Mostra Fellini Il Maestro Mostra Fellini, Il Maestro CCBB BrasíliaDe 01 a 27 de dezembro de 2020

Entrada franca

O mestre do cinema italiano Federico Fellini ganha uma importante mostra no Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Brasília – de 01 a 27 de dezembro de 2020 com entrada franca. “Fellini, Il Maestro” homenageia os 100 anos de nascimento do grande cineasta, celebrado em 20 de janeiro de 2020. Serão exibidos vários clássicos que reafirmam a riqueza dos personagens criados pelo gênio da sétima arte.

A programação, além dos filmes, contará com Masterclass e Debate gratuitos, além de um excelente livro-catálogo, com mais de 400 páginas, onde constam artigos críticos, ensaios, entrevistas, filmografia, fotos, etc. Para ganhar o catálogo, basta juntar cinco ingressos de sessões da mostra no cartão fidelidade, com direito a um catálogo por CPF.

A Mostra “Fellini, Il Maestro”  passou pelos CCBBs Rio de Janeiro e São Paulo e seria exibida em Brasília entre março e abril. Com a pandemia, sua data foi adiada e finalmente toda a obra do gênio do cinema italiano chega ao CCBB Brasília, de graça, com respeito aos protocolos de segurança recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).*

A programação será aberta com uma Masterclass online no dia 01 de dezembro (terça), às 20 horas, com Tania Montoro. “É uma aula introdutória onde pretendo mobilizar o público para apresentar a obra de Federico Fellini, um dos maiores realizadores do cinema no pós-guerra, integrante da geração de ouro italiana que lançou o Neorrealismo e consolidou o cinema do país, nas décadas de 1950, 1960 e 1970, como sinônimo de elevada qualidade artística e intensa comunicação com o público.” Revela Tania Montoro.

“O estilo particular do cineasta, que se manifestava desde a escolha de temas com elementos autobiográficos até o registro onírico e tragicômico de encenação, levou ao uso do adjetivo felliniano. Pretendo exibir  trechos selecionados de filmes com análises sobre a linguagem cinematográfica e o estilo singular de fundir realidade e ficção.” Convida.

No dia 17 de dezembro (quinta), às 20 horas, é a vez do Debate online com as participações de João Lanari Bo e Tania Montoro. “Vamos fazer uma interlocução e interação qualitativas sobre os filmes que mais impactaram; e as diferentes formas de recepção que a obra, sempre muito atual, provoca. É um diálogo aberto sobre a relação dialética, que se estabelece entre personagens, diálogos, cenários, histórias, dentro do marco de um cinema com elevada qualidade artística.” Descreve Tania Montoro.

Os acessos à Masterclass e ao Debate são livres através de link que será disponibilizado nas redes sociais do CCBB-DF: www.facebook.com/ccbb.brasilia  www.instagram.com/ccbbbrasilia e www.twitter.com/ccbb_df

No dia 22 de dezembro (terça), às 16:30, o filme “Amacord” ganha uma sessão inclusiva para deficientes visuais e auditivos.

O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A retrospectiva tem curadoria de Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida, com produção de Voa, com 24 títulos programados, incluindo a obra de estreia de Fellini, “Mulheres e Luzes”, de 1950, codirigido por Alberto Lattuada, indo até o último filme do mestre, “A Voz da Lua”, de 1990.

O curador Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida conta: “A mostra traz todos os filmes dirigidos por Fellini. Talvez o mais conhecido diretor de cinema do mundo, a ponto de virar adjetivo, Fellini teve muitas faces, do neorrealista ao onírico, passando pelo crítico social implacável. Todos eles estão presentes na mostra”.

Sobre Federico Fellini:

Abismo de Um Sonho (1952) foi o primeiro longa-metragem que Fellini assinou sozinho a direção. Logo depois, em 1953, ele lançou Os Boas-Vidas (1953), que iniciou, com o Leão de Prata no Festival de Veneza, uma sucessão de prêmios em sua carreira. O primeiro Oscar de Melhor Filme estrangeiro veio com A Estrada da Vida (1954). Para Noites de Cabíria (1957), Fellini se inspirou nas notícias de uma cabeça de mulher decepada e nas histórias contadas por Wanda, a prostituta que conheceu no set de A Trapaça (1955). Noites de Cabíria ganhou o Oscar de Melhor Filme estrangeiro e, Giuletta Masina, o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

O fenômeno da Hollywood no Tibre, em 1958, em que estúdios americanos lucravam com o trabalho barato em Roma, permitia que jornalistas roubassem fotos de celebridades na Via Veneto. Daí veio a inspiração para A Doce Vida (1960) um sucesso de bilheteria que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e eternizou a cena de Anita Ekberg na Fontana di Trevi.

Em carta a Brunello Rondi, Fellini esboçou suas ideias sobre um homem sofrendo de bloqueio criativo. Ele se decidiu pelo título auto-referencial 8 1⁄2, mas não sobre o que o personagem fazia para viver. Fellini narraria tudo o que lhe havia acontecido: faria um filme sobre um diretor que não sabe mais qual filme ele quer fazer. 8 1⁄2 ganhou os Oscars de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Figurino.

Julieta dos Espíritos (1967) foi seu primeiro filme a cores. Em março de 1971, Fellini começou a produção de Roma, coleção aleatória de episódios inspirados pelas memórias e impressões do diretor sobre a cidade.

Em 1973, Fellini dirigiu Amarcord, vagamente baseado em seu ensaio autobiográfico “Minha Rimini”. Em 1989, realizou A Voz da Luz, seu último filme. Em 1993, Fellini ganhou um Oscar Honorário, em reconhecimento pela sua carreira.

“A grande descoberta de Fellini após seu período neo-realista foi o trabalho de Carl Jung. Depois de conhecer o psicanalista Ernst Bernhard, no começo dos anos 1960, Fellini leu a autobiografia de Jung, Memórias, Sonhos, Reflexões, e experimentou LSD. Bernhard também recomendou que Fellini consultasse o I Ching e mantivesse um registro de seus sonhos. O foco de Bernhard na psicologia junguiana provou-se a maior influência no estilo maduro de Fellini e marcou o ponto de virada em sua obra do neo-realismo para o onírico. Como consequência, as ideias de Jung sobre o anima e o animus, o papel dos arquétipos e o inconsciente coletivo influenciou diretamente filmes como 8 1⁄2 (1962), Julieta dos Espíritos (1965), Fellini Satyricon (1969), Casanova de Fellini (1976) e Cidade das Mulheres (1980)”, comenta o curador Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida.

Federico Fellini morreu em Roma, em 31 de outubro de 1993, ao 73 anos, de ataque cardíaco, um dia depois da celebração dos 50 anos de casamento com Giulietta Masina. O funeral, no Estúdio 5 da Cinecittà, seu favorito, atraiu 70 mil pessoas. Cinco meses depois, Giulietta faleceu de câncer no pulmão. Fellini, Masina e o filho Pier Federico estão enterrados na entrada principal do cemitério de Rimini.

Os filmes da mostra:

  • A Voz da Lua (La voce della luna, 1990, 122 min) Direção: Federico Fellini
  • Entrevista (Intervista, 1987, 108 min) Direção: Federico Fellini
  • Ginger e Fred (idem, 1986, 125 min) Direção: Federico Fellini
  • E la Nave Va (idem, 1983, 132 min) Direção: Federico Fellini
  • Cidade das Mulheres (La città delle donne, 1980, 139 min) Direção: Federico Fellini
  • Ensaio de Orquestra (Prova d’orchestra, 1978, 70 min) Direção: Federico Fellini
  • Casanova de Fellini (Il Casanova di Federico Fellini, 1976, 155 min) Direção: Federico Fellini
  • Amarcord (idem, 1973, 123 min) Direção: Federico Fellini
  • Roma de Fellini (Roma, 1972, 120 min) Direção: Federico Fellini
  • I Clowns (idem, 1970, 92 min) Direção: Federico Fellini
  • Satyricon de Fellini (Fellini – Satyricon, 1969, 129 min) Direção: Federico Fellini
  • Fellini: A Director’s Notebook (1969) Direção: Federico Fellini
  • Histórias Extraordinárias (Histoires extraordinaires, 1965, 121 min) Direção: Federico Fellini, Roger Vadim e Louis Malle
  • Julieta dos Espíritos (Giulietta degli spiriti, 1965, 137 min) Direção: Federico Fellini
  • 81⁄2 (idem, 1962, 138 min)
  • Boccacio 70 (idem, 1962, 205 min) Direção: Federico Fellini, Vittorio De Sica, Luchino Visconti e Mario Monicelli
  • A Doce Vida (La dolce vita , 1960, 174 min) Direção: Federico Fellini
  • Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria, 1957, 110 min) Direção: Federico Fellini
  • A Trapaça (Il bidone, 1955, 113 min) Direção: Federico Fellini
  • A Estrada da Vida (La strada, 1954, 108 min) Direção: Federico Fellini
  • Os Boas-Vidas (I vitelloni, 1953, 107 min) Direção: Federico Fellini ·
  • Abismo de Um Sonho (Lo sceicco bianco, 1952, 86 min) Direção: Federico Fellini
  • Mulheres e Luzes (Luci del varietà, 1950, 93 min) Direção: Federico Fellini e Alberto Lattuada.
  • Amores na Cidade (L’amore in città, 1953, 115 min) Direção: De Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Alberto Lattuada, Carlo Lizzani, Dino Risi, Francesco Maselli, Cesare Zavattini.

Programação:

01/12 (terça):

20:00 – Masterclass com Tania Montoro. Livre

02/12 (quarta):

17:00 – Amores na Cidade            (Itália, 1953). 115 min. Livre.

20:00 – Entrevista (Itália, 1987). 108 min. Livre.

03/12 (quinta):        

17:00 – A Trapaça (Itália, 1955). 113 min. Livre.

20:00 – A Estrada da Vida (Itália, 1954). 108 min. Livre.

04/12 (sexta):         

17:30 – Abismo de Um Sonho (Itália, 1952). 86 min. Livre.

19:45 – Amarcord (Itália, 1973). 123 min. Livre.

05/12 (sábado):     

14:00 – Mulheres e Luzes (Itália, 1950). 93 min. Livre.

16:30 – Noites de Cabíria (Itália, 1957). 110 min. Livre.

19:30 – Oito e Meio  (Itália, 1962). 138 min. Livre.

06/12 (domingo):   

13:30 – Abismo de Um Sonho (Itália, 1952). 86 min. Livre.

16:00 – Bocaccio 70 (Itália, 1962). 205 min. Livre.

20:15 – Os Palhaços (Itália/França/Alemanha, 1970). 92 min. Livre.

08/12 (terça):                      

17:45 – A Director`s Notebook (EUA, 1969). 60 min. Livre.

19:45 – Satyricon de Fellini (Itália, 1969). 129 min. 14 anos.

09/12 (quarta):

16:45 – Histórias Extraordinárias (Itália/França, 1965). 121 min. Livre.

19:45 – A Voz da Lua (Itália, 1990). 122 min. Livre.

10/12 (quinta):

16:30 – Amarcord (Itália, 1973). 123 min. Livre.

19:30 – E la Nave Va (Itália, 1983). 132 min. Livre.

11/12 (sexta):         

16:00 – A Cidade das Mulheres (Itália/França, 1980). 139 min.

19:15 – Casanova de Fellini (Itália, 1976). 155 min. 14 anos.

12/12 (sábado):     

14:30 – A Voz da Lua (Itália, 1990). 122 min. Livre.

17:30 – Julieta dos Espíritos (Itália, 1965). 137 min. Livre.

20:45 – Ensaio de Orquestra (Itália, 1978). 70 min. Livre.

13/12 (domingo):

14:30 – Entrevista (Itália, 1987). 108 min. Livre.

17:30 – Noites de Cabíria (Itália, 1957). 110 min. Livre.

20:15 – Mulheres e Luzes (Itália, 1950). 93 min. Livre.

15/12 (terça):

17:00 – Ginger e Fred (Itália, 1986). 125 min. Livre.

20:00 – Os Boas Vidas (Itália, 1953) 107 min. Livre.

16/12 (quarta):

17:45 – A Diretor’s Notebook (EUA, 1969). 60 min. Livre.

19:45 – Satyricon de Fellini           (Itália, 1969). 129 min. 14 anos.

17/12 (quinta):

14:00 – Estrada da Vida (Itália, 1954). 108 min. Livre.

17:00 – Oito e Meio  (Itália, 1962). 138 min. Livre.

20:00 – Debate Fellini com Tania Montoro e João Lanari Bo. Livre.

18/12 (sexta):

17:15 – Os Palhaços (Itália/França/Alemanha, 1970) 92 min. Livre.

19:45 – Roma (Itália, 1972). 120 min. Livre.

19/12 (sábado):

16:00 – Histórias Extraordinárias (Itália/França, 1965). 121 min. Livre.

19:00 – A Doce Vida           (Itália, 1960). 174 min. Livre.

20/12 (domingo):   

14:30 – A Trapaça (Itália, 1955). 113 min. Livre.

17:30 – Ginger e Fred (Itália, 1986). 125 min. Livre.

20:45 – Ensaio de Orquestra (Itália, 1978). 70 min. Livre.

22/12 (terça):

16:30 – Amarcord (sessão inclusiva) (Itália, 1973). 123 min. Livre.

19:30 – A Cidade das Mulheres (Itália/França, 1980). 139 min. Livre.

23/12 (quarta):

16:15 – E la Nave Va (Itália, 1983). 132 min. Livre.

19:30 – Julieta dos Espíritos (Itália, 1965). 137 min. Livre.

26/12 (sábado):

16:15 – Os Boas Vidas (Itália, 1953) 107 min. Livre.

19:00 – A Doce Vida (Itália, 1960). 174 min. Livre.

27/12 (domingo):

18:55 – Casanova de Fellini (Itália, 1976). 155 min. 14 anos.

19:45 – Roma (Itália, 1972). 120 min. Livre.

Sinopses:

“Abismo de Um Sonho”. “Lo sceicco bianco“. De Federico Fellini (Itália, 1952). 86 min. Livre. Com Brunella Bovo, Leopoldo Trieste, Alberto Sordi, Giulietta Masina.

Dois jovens recém-casados de uma cidade da província chegam a Roma para a lua de mel. A esposa é obcecada pelo “Sheik Branco”, herói de uma fotonovela, como Rudolph Valentino, e foge para encontrá-lo, deixando seu marido burguês histérico.

“Noites de Cabíria”. “Le notti di Cabiria”. De Federico Fellini (Itália, 1957). 110 min. Livre. Com Giulietta Masina, Amedeo Nazzari, François Périer, Aldo Silvani, Franca Marzi. 

Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes de 1957.

Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1958.

Uma prostituta indecisa vagueia pelas ruas de Roma procurando o amor verdadeiro, mas encontra apenas desgosto.

“A Estrada da Vida”. “La strada”. De Federico Fellini (Itália, 1954). 108 min. Livre. Com Giulietta Masina, Anthony Quinn, Richard Basehart, Aldo Silvani, Marcella Rovere. 

Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1957.

O filme conta a história de Gelsomina, uma jovem simplória comprada de sua mãe por Zampanò, um homem forte e brutal que a leva com ele na estrada.

“A Doce Vida”. “La dolce vita”. De Federico Fellini (Itália, 1960). 174 min. Livre. Com Marcello Mastroianni, Anouk Aimée, Anita Ekberg, Walter Santesso, Lex Barker.

Palma de Ouro no Festival de Cannes de 1960. Oscar de Melhor Figurino.

O filme acompanha Marcello Rubini (Marcello Mastroianni), jornalista que escreve para revistas de fofocas, durante sete dias e noites em sua jornada pela “doce vida” de Roma, em uma busca infrutífera por amor e felicidade.

“Histórias Extraordinárias”. “Histoires extraordinaires”. De Federico Fellini (episódio “Toby Dammit”), Roger Vadim (episódio “Metzengerstein”) e Louis Malle (episódio “William Wilson”) (Itália/França, 1965). 121 min. Livre.

Filme em episódios baseados em histórias de Edgar Allan Poe: uma princesa cruel assombrada por um cavalo fantasmagórico, um jovem sádico assombrado por seu duplo e um ator alcoólatra assombrado pelo diabo.

“Julieta dos Espíritos”. “Giulietta degli spiriti”. De Federico Fellini (Itália, 1965). 137 min. Livre. Com Giulietta Masina, Mario Pisu, Sandra Milo, Lou Gilbert, Caterina Boratto, Luisa Della Noce.

Globo de Ouro de Melhor Filme em Língua Estrangeira de 1966.

O filme é sobre as visões, memórias e o misticismo de uma mulher de meia idade que a ajudam a encontrar forças para deixar o marido. Primeiro longa-metragem colorido de Fellini.

“8 1⁄2”. De Federico Fellini (Itália, 1962). 138 min. Livre. Com Marcello Mastroianni, Anouk Aimée, Sandra Milo, Claudia Cardinale, Rossella Falk, Edra Gale.

Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Figurino.

Marcello Mastroianni é Guido Anselmi, um famoso diretor de cinema italiano que sofre um bloqueio criativo enquanto tenta dirigir um épico filme de ficção científica. O título se refere ao oitavo filme e meio de Fellini como diretor. Seu trabalho anterior consiste em seis longas-metragens, dois segmentos curtos e uma colaboração com Alberto Lattuada; os três últimos trabalhos são contados como “meio” filme.

“A Voz da Lua”. “La voce della luna”. De Federico Fellini (Itália, 1990). 122 min. Livre. Com Roberto Benigni, Paolo Villaggio, Marisa Tomasi, Nadia Ottaviani.

Voltando aos temas que explorou em “ A Estrada da Vida” (1954), Fellini cria uma parábola sobre os sussurros da alma que apenas loucos e vagabundos são capazes de ouvir. Baseado no romance “Il poema dei lunatici”, de Ermano Cavazzoni, o filme é sobre um falso inspetor de poços e um ex-prefeito que perambulam pela Emilia-Romagna da infância de Fellini e descobrem uma distopia de comerciais de televisão, fascismo, concursos de beleza e rock and roll.

“E La Nave Va”. De Federico Fellini (Itália, 1983). 132 min. Livre. Com Freddie Jones, Barbara Jefford, Janet Suzman, Vittorio Poletti, Peter Cellier.

Em 1914, um navio de luxo deixa a Itália para espalhar as cinzas de uma famosa cantora de ópera. Um adorável jornalista desonesto narra a viagem e conhece muitos amigos e admiradores excêntricos da cantora.

“A Cidade das Mulheres”. “La città delle donne”. De Federico Fellini (Itália/França, 1980). 139 min. Livre. Com Marcello Mastroianni, Anna Prucnal, Bernice Stegers, Ettore Manni, Donatella Damiani e Rosaria Tafuri.

Em meio à combinação característica de imagens oníricas, ultrajantes e artísticas de Fellini, Marcello Mastroianni interpreta Snàporaz, um homem que viaja pelos espaços masculino e feminino em busca de um confronto com suas próprias atitudes em relação às mulheres e à esposa.

“Casanova de Fellini”. “Il Casanova di Federico Fellini”. De Federico Fellini (Itália, 1976). 155 min. 14 anos. Com Donald Sutherland, Cicely Browne, Tina Aumont, Margareth Clementi, Olimpia Carlisi.

Oscar de Melhor Figurino.

Adaptado da autobiografia de Giacomo Casanova, o aventureiro e escritor do Século XVIII, o filme retrata a vida de Casanova como uma jornada para o abandono sexual. Qualquer emoção ou sensualidade significativa é eclipsada por situações cada vez mais estranhas. Filmado inteiramente nos estúdios Cinecittà, em Roma.

“Os Palhaços”. “I Clowns”. De Federico Fellini (Itália/França/Alemanha, 1970. 92 min. Livre. Com equipe técnica – Maya Morin, Lina Alberti, Gasperino, Alvaro Vitali; palhaços franceses – Alex, Bario, Père Loriot, Ludo, Nino, Charlie Rivel; palhaços italianos – Riccardo Billi, Fanfulla, Tino Scotti, Carlo Rizzo, Freddo Pistoni.

Diversas memórias reais e mockumentary (cenas ficcionais mostradas como se fosse um documentário), enquanto Fellini explora uma obsessão infantil: palhaços de circo.

“Entrevista”. “Intervista”. De Federico Fellini (Itália, 1987). 108 min. Livre.

Com Sergio Rubini, Paola Liguori, Maurizio Mein, Nadia Ottaviani, Anita Ekberg, Federico Fellini, Marcello Mastroianni.

Federico Fellini aceita o pedido de uma equipe de televisão japonesa para ser entrevistado sobre seu último filme, narrando memórias, sonhos, realidades e fantasias e levando o espectador aos bastidores da Cinecittà.

“Fellini: A Diretor’s Notebook”. De Federico Fellini (EUA, 1969). 60 min, Livre.

Com Federico Fellini, Giulietta Masina, Marcello Mastroianni, Marina Boratto.

Encomenda do produtor da NBC Peter Goldfarb. Fellini filmou uma “espécie de introdução semi-humorística” a planos passados e futuros: o projeto recentemente abandonado, “A Viagem de G. Mastorna”, e seu mais recente trabalho em andamento, “Satyricon”. Fellini discute sua visão de fazer filmes e seus procedimentos não-ortodoxos. Ele busca inspiração em vários lugares fora do caminho. Os espectadores vão com ele ao Coliseu à noite, em um passeio de metrô pelas ruínas romanas, pela Via Ápia, a um matadouro e em uma visita à casa de Marcello Mastroianni. Fellini também é visto em seu próprio escritório entrevistando uma série de personagens incomuns que procuram trabalho ou sua ajuda.

“Satyricon de Fellini”. “Fellini – Satyricon”. De Federico Fellini (Itália, 1969). 129 min. 14 anos. Com Martin Potter, Hiram Keller, Max Born, Mario Romagnoli.

Vagamente baseado na obra de Petronius, “Satyricon”, escrita durante o reinado do imperador Nero e ambientada na Roma imperial, o filme é dividido em nove episódios, em que o estudioso Encolpius e seu amigo Ascyltus tentam conquistar o coração do jovem Gitón, a quem ambos amam, dentro da representação de uma paisagem e cultura romana surreal e onírica.

“Mulheres e Luzes”. “Luci del varietà”. De Federico Fellini (Itália, 1950). 93 min. Livre. Com Peppino De Filippo, Carlo Del Poggio, Giulietta Masina, Johnny Kitzmiller.

Uma jovem bonita e ambiciosa se junta a uma trupe itinerante de vaudeville de terceira categoria e causa inadvertidamente ciúmes e crises emocionais.

Os Boas Vidas”. “I vitelloni”. De Federico Fellini (Itália) (107 min, Livre). Com Franco Interlengh, Franco Fabrizi, Alberto Sordi, Leopoldo Trieste, Riccardo Fellini.

Leão de Prata no Festival de Cinema de Veneza de 1953.

Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro em 1958.

Uma história de cinco jovens italianos em momentos decisivos em suas vidas em uma cidade pequena. Reconhecido como um trabalho essencial na evolução artística de Fellini o filme tem elementos autobiográficos distintos que refletem importantes mudanças sociais na Itália dos anos 50.

“Roma” De Federico Fellini (Itália, 1972). 120 min. Livre. Com Peter Gonzales, Fiona Florence, Pia De Doses, Alvaro Vitali, Libero Frissi, Mario Del Vago, Galliano Sbarra, Federico Fellini, Marcello Mastroianni, Anna Magnani.

Filme semi-autobiográfico, que descreve a mudança do diretor Federico Fellini de sua juventude em Rimini para Roma. É uma homenagem à cidade, mostrada em uma série de episódios vagamente conectados, ambientados no passado e no presente de Roma. O enredo é mínimo, e o único “personagem” a se desenvolver significativamente é a própria Roma. Peter Gonzales interpreta o jovem Fellini. O filme começa com um longo engarrafamento na cidade. Uma vez lá, são mostradas cenas representando Roma na década de 1930, com pessoas visitando um teatro de terceira classe e um bordel. A cena mais famosa mostra uma nobre idosa que realiza um desfile de moda litúrgico extravagante para um cardeal e outros convidados. O filme termina com um grupo de jovens motociclistas andando pela cidade.

“Amarcord”. De Federico Fellini (Itália, 1973). 123 min. Livre. Com Bruno Zanin, Pupella Maggio, Armando Brancia, Nando Orfei, Peppino Ianigro.

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Indicado ao Oscars de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original.

Um conto semi-autobiográfico sobre Titta, um adolescente que cresceu entre um grupo excêntrico de personagens na vila de Borgo San Giuliano (situada perto das antigas muralhas de Rimini) na Itália fascista dos anos 30. O título do filme é uma univerbação da frase de Romagnolo a m’arcôrd (“Eu me lembro”).

“A Trapaça”. “Il bidone”. De Federico Fellini (Itália, 1955). 113 min. Livre. Com Broderick Crawford, Richard Basehart, Franco Fabrizi, Giulietta Masina.

Um trio de vigaristas liderados por um trapaceiro solitário deve lidar com o trabalho e as pressões familiares.

“Amores na Cidade”. “L’amore in città”. De Federico Fellini, Michelangelo Antonioni, Alberto Lattuada, Carlo Lizzani, Dino Risi, Francesco Maselli, Cesare Zavattini (Itália, 1953). 115 min. Livre.

Filme em seis episódios: supostos suicidas discutem seu desespero; um salão de dança provincial; um repórter investigativo se passando por um futuro marido; uma jovem mãe solteira; técnicas de observação de garotas de homens italianos; e um vislumbre da prostituição

“Boccaccio 70”. De Federico Fellini, Luchino Visconti, Mario Monicelli e Vittorio De Sica (Itália, 1962). 205 min. Livre. Com Peppino De Filippo, Anita Ekberg, Donatella Della Nora, Antonio Acqua.

Antologia de quatro episódios, sobre sexo, amor e sedução, no estilo de Giovanni Boccaccio, na Itália dos anos 60, uma época de crescimento econômico e grande mudanças culturais.

“Ensaio de Orquestra”. “Prova d’orchestra”. De Federico Fellini (Itália, 1978. 70 min. Livre. Com Baldwin Baas, David Mauhsell, Francesco Aluigi , Angelica Hansen), Elisabeth Labi.

O filme segue uma orquestra italiana enquanto seus músicos entram em greve contra o maestro. Ensaio de Orquestra foi a última colaboração entre o compositor Nino Rota e Fellini, devido à morte de Rota em 1979.

“Ginger e Fred”. De Federico Fellini (Itália, 1986). 125 min. Livre. Com Giulietta Masina, Marcello Mastroianni, Franco Fabrizi, Frederick Ledenburg.

Amelia e Pippo, imitadores italianos de Fred Astaire e Ginger Rogers, já foram dançarinos famosos. Trinta anos depois de se aposentarem, eles se juntam mais uma vez para um programa de TV.

“Mulheres e Luzes”. De Federico Fellini e Alberto Lattuada (Itália, 1950) 93 min. Livre. Com Peppino De Filippo, Carlo Del Poggio, Giulietta Masina, Johnny Kitzmiller.

Uma jovem bonita e ambiciosa se junta a uma trupe itinerante de vaudeville de terceira categoria e causa inadvertidamente ciúmes e crises emocionais.

Fellini, Il Maestro

Patrocínio: Banco do Brasil

Curadoria: Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida

Produção: Voa

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

www.bb.com.br/cultura

Serviço: Fellini, Il Maestro

Local: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (Setor de Clubes Sul – Trecho 2 – Lote 22)

Data: De 01 a 27 de dezembro de 2020  

Entrada franca – Os ingressos gratuitos serão retirados no CCBB, no dia da sessão, através de acesso por QR Code.

Lotação: 30 lugares.

Masterclass com Tania Montoro

Data: 01 de dezembro de 2020 (terça) às 20 horas 

O link de acesso gratuito será disponibilizado nas redes sociais do CCBB-DF:

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www.twitter.com/ccbb_df

Debate com João Lanari Bo e Tania Montoro

Data: 17 de dezembro de 2020 (quinta) às 20 horas

O link de acesso gratuito será disponibilizado nas redes sociais do CCBB-DF:

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*Normas de acesso e permanência – Cinema do CCBB Brasília

Para proporcionar uma experiência agradável e cumprirmos os protocolos sanitários e medidas de segurança oficiais de prevenção contra o novo coronavírus (Covid 19), o CCBB pede sua colaboração no cumprimento das novas normas de acesso e permanência no Cinema do CCBB Brasília, de acordo com o Decreto GDF n° 40.939 de 02/07/2020, acrescido pelo Decreto GDF n° 41.353 de 16/10/2020.

Não é permitida a entrada de pessoas com as comorbidades, assinaladas no Plano de Contingência da Secretaria de Estado de Saúde do GDF, constante do sítio: bit.ly/planocontingenciaGDF

A temperatura de todos os visitantes será aferida na entrada. Pessoas com temperatura igual ou superior a 37,8º serão orientadas a buscar atendimento médico especializado e a sua entrada ou permanência não será permitida.

O uso de máscara de proteção facial cobrindo boca e nariz é obrigatória para entrada e permanência em todos os espaços do CCBB, inclusive Cinema, sendo dispensada para crianças menores de 03 anos de idade, pessoas com transtorno do espectro autista, com deficiência intelectual, com deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara de proteção facial, conforme declaração médica, que poderá ser obtida por meio digital (Lei Federal nº 13.979, de 06/02/2020 e Lei Federal n° 14.019 de 02/07/2020).

Não é permitida aglomeração de pessoas. O distanciamento recomendado entre as pessoas é de 2 metros.

Atenção para as informações quanto à capacidade total do estabelecimento, metragem quadrada e quantidade máxima de frequentadores permitida por sessão no Cinema do CCBB, conforme constante da placa afixada na entrada do espaço.

O CCBB disponibiliza, em pontos estratégicos, produtos para higienização de mãos e calçados, incluindo álcool em gel 70%.

É obrigatório seguir a marcação no piso para organização dos fluxos de circulação nos corredores e nas entradas e saídas do Cinema de forma ordenada, assegurando o distanciamento mínimo entre os visitantes.

É obrigatório seguir a organização do espaço físico do Cinema do CCBB, de forma a garantir a distância mínima de 2 metros entre espectadores e grupos de espectadores, limitados a 6 pessoas.

Não é permitido o consumo de alimentos e bebidas no interior do Cinema do CCBB.

Fonte: Acha Brasília

Foto: Divulgação


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