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MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE ARQUITETURA


51358774940 64d0d74eec c MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE ARQUITETURACENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL BRASÍLIA – DE 17 DE AGOSTO A 5 DE SETEMBRO DE 2021.

Filmes poderão ser vistos em formato on-line

*Exibições através da plataforma InnSaei.TV

*Painéis temáticos veiculados pelo canal www.youtube.com/c/MostraCinemaUrbana

Refletir sobre o espaço urbano, resgatando a memória e projetando o futuro. A partir dessa premissa nasceu CINEMA URBANA – MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE ARQUITETURA, que chega à terceira edição, em formato expandido. Além das exibições presenciais – de 17 a 29 de agosto, no cinema e nos jardins do CCBB Brasília -, a programação estará disponível on-line, de 30 de agosto a 5 de setembro, na plataforma InnSaei.TV. Durante este período, os espectadores serão convidados a participar da votação popular. A programação virtual inclui também painéis temáticos, que poderão ser acompanhados pelo canal www.youtube.com/c/MostraCinemaUrbana.

CINEMA URBANA estreia no Dia Nacional do Patrimônio Histórico e, para celebrar a data, será exibido o filme “Tudo é projeto”, que homenageia Paulo Mendes da Rocha, arquiteto brasileiro mais renomado da atualidade. A solenidade contará com depoimentos de arquitetos convidados e poderá ser acompanhada virtualmente pela plataforma InnSaei.TV. “Tudo é Projeto” ficará disponível para visualização somente no dia 17 de agosto, das 18h30 às 23h59.

Em seu formato virtual, a mostra exibirá quase todos os títulos exibidos presencialmente, com exceção de “Aeroporto Central”, de Karim Aïnouz, e “A Pista / La Jetée”, de Chris Marker. Serão três mostras: competitiva de curta e de longa-metragem, mostra hors concours e mostra RIFCA (com filmes indicados por festivais parceiros da Rede Interamericana de Festivais de Cinema, Cidades e Arquitetura). Um total de 25 filmes, produzidos em 14 países como Alemanha, Portugal, Reino Unido, Hong Kong, China e Brasil.

CINEMA URBANA tem direção da arquiteta e urbanista Liz Sandoval, que assina a curadoria, ao lado do arquiteto e urbanista André Costa e da cineasta e pesquisadora Lorena Figueiredo. A realização é do Centro Cultural Banco do Brasil e patrocínio do Banco do Brasil.

A MOSTRA

As produções selecionadas para CINEMA URBANA em 2021 tratam de questões como a superlotação das cidades, a arqueologia visual, a gentrificação, a ganância imobiliária, assim como a relevância do trabalho de arquitetos e artistas.

A mostra competitiva de longas-metragens é composta por cinco títulos inéditos, enquanto a mostra competitiva de curtas inclui oito filmes. São produções como o brasileiro “Konder: o protagonismo da Simplicidade”, sobre um dos maiores nomes do Movimento Moderno na arquitetura brasileira; o português “Brisa Solar” (sobre a cidade de Maputo, capital de Moçambique, nascida do ideal modernista); e “Para onde ir com a história”, produção alemã que mostra o crescimento da extrema-direita na cidade de Dresden.

O júri responsável por indicar os vencedores da mostra competitiva será formado por Catarina Mateus (arquiteta e urbanista, Diretora Criativa e Programadora do Habitante – Festival de Cinema, Cidade e Arquitetura do Equador, Membro da RIFCA), Luiz Sarmento (arquiteto IPHAN e Diretor de Cultura do IAB Nacional) e Juliane Peixoto (artista visual e professora do curso de Áudio e Vídeo do IFB campus Recanto das Emas).

  • HORS CONCOURS – São cinco os filmes reunidos na Mostra Hors Concours, como o norte-americano “A Machine to Live In”, de Yoni Goldstein, Meredith Zielke, documentário que explora e conecta a arquitetura de Brasília e o misticismo.

 

HOMENAGENS ESPECIAIS – O arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha é tema do filme que abre a programação, “Tudo é Projeto”, e o arquiteto português Nuno Portas é tema do documentário “A Cidade de Portas”.

Os 61 anos de Brasília serão lembrados com produções como “Galeno, Curumim Arteiro”, do diretor brasiliense Marcelo Díaz, sobre a vida e a obra de um dos mais importantes artistas do DF, e “Luis Humberto: O Olhar Possível”, de Mariana Costa e Rafael Lobo, com um olhar poético sobre o grande fotógrafo carioca radicado em Brasília e um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro.

PAINÉIS DE DEBATES – Ao longo da programação, serão realizados três painéis temáticos, em formato virtual, contando com a participação de arquitetos, professores, especialistas de vários países para discutir sobre temas como a arquitetura das cidades latino-americanas e o diálogo entre a arquitetura de Paulo Mendes da Rocha e Nuno Portas. Ao final, um debate reunirá os vencedores das mostras competitivas. Os painéis poderão ser acompanhados pelo canal do YouTube da mostra.

MOSTRA RIFCA – Para a última semana de programação, CINEMA URBANA reservou uma seleção de seis títulos indicados por festivais parceiros que integram a RIFCA – Rede Interamericana de Festivais de Cinema, Cidades e Arquitetura, criada com o objetivo de ultrapassar as fronteiras territoriais e expandir novos diálogos sobre a cidade através da cinematografia latino-americana.

PROGRAMAÇÃO

DIA 17 DE AGOSTO (TERÇA-FEIRA) – DIA NACIONAL DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO

18h30 às 23h59 – Exibição em formato on-line da solenidade de abertura do festival, em homenagem ao arquiteto Paulo Mendes da Rocha (1928 – 2021), seguida do filme Tudo é Projeto (76 min).

Presença de Heloísa Moura (presidenta do IAB -DF), Maurício Goulart (IPHAN-DF – arquiteto e urbanista) e Luciana Sabóia (arquiteta e urbanista, coordenadora PPG-FAU UnB).

LOCAL: Acessível pela plataforma innSaei.TV

DIA 18 DE AGOSTO (QUARTA-FEIRA)

18h00Painel temático 01 “Cidades Atlânticas: diálogo com dois arquitetos: Paulo Mendes da Rocha e Nuno Portas”

Com:  Renato Anelli, Joana Mendes da Rocha, Humberto Kzure, Teresa Prata – mediação: Abílio Guerra (Portal Vitruvius)

LOCAL: Acessível em www.youtube.com/c/MostraCinemaUrbana

DIA 29 DE AGOSTO (DOMINGO)

16h00 – Lançamento da Mostra On-line – Painel Temático 02 “Integrações curatoriais latino-americanas: cidade, arquitetura e cinema” – Com membros da RIFCA e mediação da realizadora audiovisual Kate Kliwadenko (kliwadenkonovas.com) e da arquiteta e curadora Marina Frugoli.

LOCAL: Acessível em www.youtube.com/c/MostraCinemaUrbana

DE 30 DE AGOSTO A 5 DE SETEMBRO (*)

Toda a programação ficará disponível para visualização na plataforma Innsaei.tv, de 0:00 às 23:00.

(*) Os filmes “Aeroporto Central“, de Karim Aïnouz, e “A Pista / La Jetée”, de Chris Marker, não participarão da programação on-line. E “A Cidade de Portas” terá uma sessão exclusiva pela plataforma InnSaei.TV, no dia 4 de setembro.

DIA 3 DE SETEMBRO (SEXTA-FEIRA)

19h00 – Sessão Vencedores Competitiva – Painel Temático 03, com transmissão do debate com ganhadores pelo YouTube às 20h30, com um (1) representante de cada filme e mediação do curador André Costa Gonçalves, arquiteto e doutor em cinema pela Universidade de Brasília.

LOCAL: Acessível em www.youtube.com/c/MostraCinemaUrbana

DIA 4 DE SETEMBRO (SÁBADO)

Das 18h00 às 22h00 – Reprise Sessão Hors Concours – A Cidade de Portas (81 minutos)

LOCAL: Acessível pela plataforma InnSaei.TV

SINOPSES

MOSTRA COMPETITIVA DE LONGA-METRAGEM

  • Konder: O Protagonismo da Simplicidade, de Gabriel Mellin, 89’, 2020, Brasil, Classificação Livre

Sinopse: O documentário apresenta a vida e a obra de um dos maiores arquitetos do Movimento Moderno brasileiro: Marcos Konder Netto. Autor de projetos emblemáticos e símbolo do engajamento social na arte e cultura arquitetônicas de sua época, Konder buscou contribuir ao máximo para o bem-estar da sociedade, equilibrando consciência social, teoria, técnica e política. Além de depoimentos de personagens importantes em sua trajetória, o longa apresenta as principais obras do premiado arquiteto, sua visão crítica e os maiores marcos de sua personalidade: a generosidade e a simplicidade

  • Guanzhou, Uma Nova Era / Guanzhou, A New Era, de Boris Svartzman, 72’, 2019, China, classificação Livre

Sinopse: Em 2008, os aldeões de Guanzhou, uma ilha fluvial na China, são despejados para a construção de um suposto Parque Ecológico, mas poucos retornam à ilha. Por sete anos, Boris filmou a luta para salvar suas terras, desde as ruínas do vilarejo até os estaleiros da cidade que inexoravelmente avançam sobre elas. Será que irão compartilhar da mesma sina dos cinco bilhões de camponeses chineses desapropriados todos os anos?

  • O que vai acontecer aqui?, de Left Hand Rotation Collective, 83’, 2019, Portugal, Classificação: 10 anos

Sinopse: Um documentário sobre os movimentos sociais que defendem o direito a habitar na cidade de Lisboa, num momento de intensificação das lutas pelo espaço urbano provocada pela expansão do capitalismo financeiro, que concentra riqueza em mãos de uns poucos, e aumenta a desigualdade social. Um documentário sobre aquelxs que desafiam a conversão da cidade numa mercadoria, sobre xs que desobedecem à injustiça construindo poder do lado de quem procura um lugar para viver. Um documentário de Left Hand Rotation, em colaboração com Stop Despejos e Habita!

  • Para onde ir com a história? / Where to with history?, de Hans Christian Post, 62’, 2019, Dinamarca, Classificação: 10 anos

Sinopse: Dresden ficou famosa pela tentativa de reconstruir seu centro uma vez bombardeado, mas famigerado devido ao surto da extrema-direita que varre a cidade. Toda segunda-feira à noite, essas duas realidades se confrontam, já que o movimento de ultradireita Pegida toma as ruas. Mas as duas realidades se opõem? Ou a tentativa de reconstrução do que foi perdido em 1945 ajuda a trazer de volta os fantasmas políticos daqueles tempos? O filme retrata uma cidade tomada por um passado destrutivo que não vai embora.

  • Brisa Solar / Solar Breeze, de Ana Pissara e José Nascimento, 76’, 2020, Portugal, Classificação Livre

Sinopse: Moçambique, 1974. O nome europeu da capital Lourenço Marques foi apagado e substituído por Maputo. Depois da Revolução dos Cravos em Portugal, a cidade moçambicana “passou para a mão do povo” e os novos habitantes, que tomaram a cidade das mãos dos brancos, levaram para lá uma cultura rural. Entre a delicadeza e o apocalíptico, “Brisa Solar” revela os pequenos segredos de uma cidade africana que nasceu de um sonho modernista, que protagonizou uma revolução e que vê hoje o seu valor patrimonial e cultural ameaçado pelo capitalismo chinês.

MOSTRA COMPETITIVA DE CURTA-METRAGEM

  • Paralelos em Série / Serial Parallels, de Max Hattler, 9’, 2019, Hong Kong, classificação Livre

Sinopse: Esta animação experimental aborda o ambiente construído de Hong Kong da perspectiva conceitual de um filme celuloide, ao aplicar a técnica de animação à imagem fotográfica. A marca registrada da arquitetura da cidade, de conjuntos habitacionais verticalizados, é reimaginada como linhas paralelas de tiras de filme: Paralelos em Série.

  • Cidade: Museu Habitado, de Jéssica Dias Gomes, Letícia Pacheco Reis de Souza e Tainá Lourenço de Abreu, 6’, 2019, Brasil, classificação Livre

Sinopse: O curta é resultado de uma experimentação artística, percorrendo a cidade de Brasília, motivada pelas seguintes perguntas fundamentais: existe arte no cotidiano? É possível identificá-la através de uma experiência museográfica pessoal que extrapole as paredes físicas do “museu edifício’’? O filme visa refletir sobre a nova proposta da arquiteta Lina Bo Bardi no projeto do edifício Masp (São Paulo, Brasil), projetado na segunda metade do século XX.

  • A Menina de Sessenta, Jimi Figueiredo, 26’, 2020, Brasil, Classificação Livre

Sinopse: Brasília completa 60 anos tentando lidar com uma contradição: como um moderno projeto arquitetônico, feito para 500 mil pessoas, sobrevive numa cidade de quase quatro milhões de habitantes?

  • Cidades (Territórios & Ocupações) / Cities (Territories & Occupation), de Gusztáv Hámos e Katja Pratschke, 30’, 2019, Alemanha, classificação Livre

Sinopse: O filme fala sobre “a cidade” dividida em bairros, vizinhanças, zonas e domínios, marcados por fronteiras internas. Investiga como as cidades emergem e mudam por meio da inclusão e exclusão, da migração, da decadência, da destruição, da demolição, de transformações e remoções. Imaginamos como territórios urbanos são formados e por que eles mudam? Quem controla a cidade ou como os habitantes criam espaços livres? De quem é a cidade? Que visões urbanas e mudanças prevalecem ou são impossibilitadas?

  • Cão Maior, de Filipe Alves, 20’, 2019, Brasil, Classificação Livre

Sinopse: Ícaro é um adolescente que procura matar o tédio nas férias. Voltando de uma partida de futebol, ele conhece João e juntos presenciam o aparecimento de uma nova estrela no céu, que torna as noites na Terra vermelhas e quentes. Tentando lidar com o fato de que estão crescendo, com o tédio e o calor extra nesse verão, eles começam a passar noites juntos pelas ruas da cidade.

  • Para trás / Backwards, de Marco Augelli, 11’, 2020, Reino Unido, Classificação Livre

Sinopse: Minus é um jovem que vive em um cinzento mundo corporativo, onde todos andam de costas. De repente, ele começa a ter visões estranhas, após uma reunião peculiar com seu chefe. A partir de então, Minus vai se ver lutando contra novos instintos, enquanto tenta se comportar conforme os dogmas sociais.

  • O ínterim, de Duda Affonso, Joelia Nogueira e Manuela Curtiss, 11’, 2020, Brasil, classificação Livre

Sinopse: Um filme que é uma colagem afetiva e apresenta uma cidade subjetiva, cidade de vivências possíveis, distante da narrativa central conhecida, entretanto nela contida. Os ideais se cumprem por meio das pessoas que realizam a cidade, fazem dela uso e a registram para assim apreendê-la. Assim como antes, o futuro. Suas estruturas ainda espantam e fascinam os novos olhos que nelas pousam.

  • Luis Humberto: O Olhar Possível, de Mariana Costa e Rafael Lobo, 20’, 2019, Brasil, classificação Livre

Sinopse: Um olhar poético e íntimo sobre a vida e o trabalho do fotógrafo Luis Humberto.

MOSTRA HORS CONCOURS

  • Tudo é Projeto, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano, 74’, 2017, Brasil, Classificação Livre

Documentário sobre a vida e a obra de Paulo Mendes da Rocha, o arquiteto brasileiro mais renomado da atualidade. Por meio de uma série de entrevistas reveladoras para sua filha, Joana, ao longo de dez anos, ele conta sua história, em que expõe suas reflexões sobre urbanismo, natureza, humanidade, arte e técnica que lhe renderam o prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura. Em um constante diálogo entre entrevistado/pai e entrevistadora/filha, Joana é o fio condutor do filme. Mas, como em todas as relações pessoais, principalmente entre pais e filhos, o fio que conduz é também o que é conduzido.

  • A Cidade de Portas, de Humberto Kzure e Teresa Prata, 80’, 2021, Portugal/Brasil, classificação livre – GRAMADO (selecionado para sessão hors concours)

Sinopse: Documentário sobre a cidade como fronteira do pensamento de Nuno Portas, arquiteto visionário, urbanista e professor emérito da Universidade do Porto – Portugal. As suas reflexões, os seus projetos arquitetônicos e urbanísticos, bem como os planos urbanos que coordenou e os livros que escreveu, suscitam um debate profundo sobre a cidade como objeto cultural, repleto de múltiplas ambiências e contradições espaciais, que refletem e definem a experiência cotidiana do “ser urbano”.

O universo de Nuno Portas, nascido em Vila Viçosa em 1934, começou no Atelier da Rua da Alegria em Lisboa, onde trabalhou com o notável arquiteto Nuno Teotónio Pereira. As ideias pioneiras, contundentes e ousadas de Portas se materializaram como contributos valiosos em cidades como Lisboa, Porto, Guimarães, Aveiro, Madrid e Rio de Janeiro. No contexto luso-brasileiro, o filme retrata, através de distintas vozes, o percurso multifacetado do arquiteto, cujo legado contribui para a valorização e a difusão do conhecimento em Arquitetura e Urbanismo para as gerações futuras.

 

  • A Pista / La Jetée, de Chris Marker, 28’, 1962, França, classificação Livre

Sinopse: Curta-metragem de ficção científica francês de 1962, em preto e branco, realizado por Chris Marker. Considerado um dos marcos da Nouvelle Vague e do cinema e altamente considerado um dos melhores curtas-metragens de todos os tempos.

 

  • Galeno, Curumim Arteiro, de Marcelo Diaz, 52’, 2010, DF, classificação Livre

Sinopse: O filme deseja aproximar o público da obra e do artista plástico Francisco Galeno. O documentário acompanha a realização de suas obras e revela seu passado em uma viagem ao Delta do Parnaíba, no Piauí, local de inspiração para suas criações.

 

  • A Machine to Live In, de Yoni Goldstein, Meredith Zielke, 89`, 2020, EUA, classificação Livre

Sinopse: O documentário explora e conecta a arquitetura de Brasília, com as construções icônicas de Oscar Niemeyer, e o misticismo. Será que os formatos interessantes dos prédios captam energias cósmicas? Seria por isso que, em Brasília, afloraram ufólogos, cultos maçônicos e espiritualistas? A produção norte-americana mostra a capital brasileira como uma cidade que nasceu de desejos utópicos, mas não a retrata como uma vitória ou um fracasso e, sim, como um lugar que favorece cosmologias alternativas. Uma mistura de documentário com ficção científica que oferece poesia, mitos e um complexo retrato da vida.

MOSTRA RIFCA

 

  • La última teja, de Carla Serrano e Edgar Cortez, 12′, 2018, Equador, Classificação 10 anos

Uma telha de barro cozido, enfeitada com papel brilhante colorido, guirlandas e a figura de um cavalo, se destaca no teto de uma casa da comunidade de Cashaloma (Imbabura, no Equador). A colocação da “última telha” é parte do ritual indígena do “huasifichai” ou inauguração de uma casa, e é considerada um presente para a pessoa que acaba de construir.

 

  • Sin Manual, de Francisco Velasco Piña, 69′, 2016, México, Classificação 10 anos

O premiado arquiteto japonês Toyo Ito, conhecido por obras imponentes na Europa e na Ásia, com geometrias inspiradas na natureza e formas próximas à fantasia, projetou o Museu Internacional do Barroco, em Puebla, no México. Ninguém sabia como realizar o projeto e só uma equipe de construtores mexicanos aceitou o desafio depois de dois anos sem ninguém aceitar fazer. Foi preciso inventar um processo construtivo e improvisar soluções extraordinárias para cumprir o objetivo em apenas 27 semanas.

 

  • Inaudible, de Marcelo Tironi, 26′, 2019, Chile, Classificação 10 anos

(In)audível se dispõe a buscar a memória invisível – inaudível – que Valparaíso abriga. Durante essa busca, surge uma sonoridade desaparecida, em uma cidade inusitada. Aparece a cidade das máquinas, do protesto social, da água escondida e canalizada sob a terra. Uma memória que permanece, sonoramente.

 

  • El Hombre de una sola nota, de Frank Pineda, 14′, 1988, Nicarágua, Classificação 10 anos

A travessia por uma cidade sitiada feita por um homem misterioso. Escrito, dirigido, produzido e filmado por Frank Pineda. Com Valerio Lisanko. Filmado em 35mm.

 

  • República do Mangue, de Julia Chacur, Priscila Serejo e Mateus Sanches Duarte, 8′, 2020, Brasil, Classificação 10 anos

Entre 1954 e 1974, estabeleceu-se na Zona do Mangue do Rio de Janeiro a República do Mangue, um regime representativo, no qual, sob controle médico e vigilância policial, as mulheres decidiam quem deveria assumir a administração das casas de prostituição. A partir de imagens sobreviventes, o curta propõe um outro olhar sobre esta memória de disputa e resistência.

 

  • !Rock!, de Ana Sánchez e Gabriela Barolo, 29′, 2016, Argentina, Classificação 10 anos

Média-metragem documental que narra a trajetória da cultura jovem portenha durante os longos anos sessenta. As diferentes visões sobre a cidade de Buenos Aires, sua música, as indústrias culturais, os conflitos intergeracionais e a política são apresentadas através de uma colagem de fontes audiovisuais. Neste documentário, o arquivo é que fala através da montagem de diversos fragmentos de filmes, canções, documentários, reportagens e vídeo-clips. Em ¡Rock! o passado ganha vida por meio de suas próprias imagens e sons.

 

PARTICIPANTES DOS PAINÉIS DE DEBATES

Heloísa Moura – Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília. Atualmente, preside o IAB – DF.

Maurício Goulart – Graduado e mestre em Arquitetura e Urbanismo, trabalhou no Governo do Distrito Federal, coordenando a unidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano responsável por planejamento, gestão e preservação do sítio histórico de Brasília. Foi também consultor pela UNESCO em projetos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN); docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB); arquiteto no Programa Monumenta e nas Prefeituras de Belo Horizonte e Uberlândia (MG). Desde 2013, atua no IPHAN como analista de infraestrutura.

Luciana Sabóia – Arquiteta e Urbanista formada pela Universidade de Brasília e com estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Obteve DEA em Arquitetura, doutorado em Teoria e História da Arquitetura e da Cidade na Université Catholique de Louvain, UCL – Bélgica e estudos de pós-doutoramento na Harvard Graduate School of Design, EUA. Orienta IC (menção 2016, 2017), TFG (NAB/IAB-DF, 2015; Ópera Prima, 2013), dissertações e teses. É professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – UnB, onde foi vice-diretora. Participa do grupo de pesquisa Paisagem, Projeto e Planejamento – UnB/CNPq, vinculado ao Laboratório Estudos da Urbe – LABEURBE (PPG-FAU/UnB). É também membro de outros grupos de pesquisa nacionais e também internacionais. Organizou em parceria com Maria Fernanda Derntl o livro ‘Brasília 50 +50: cidade, história e projeto/Brasilia 50 +50: city, history and design’ (Brasília, Editora da UnB, 2014). Elabora projetos de arquitetura e urbanismo (menção IAB-SP, 2016; premiação na NAB/IAB-DF, 2015). Pesquisa e publica sobre a relação entre paisagem, cultura e projeto com enfoque nas questões sobre arquitetura moderna, teoria e ensino do projeto. É pesquisadora PQ2 do CNPq, pesquisadora visitante no laboratório ‘Office for Urbanization’ da Harvard Graduate School of Design, EUA e pesquisadora associada ao Laboratoire Infrastructure, Architecture, Territoire – LIAT, École nationale supérieure d’architecture Paris-Malaquais.

Joana Mendes da Rocha – Formada em cinema pela ECA USP, trabalha desde 1991 na área do audiovisual. Diretora freelancer, com experiência em séries documentais, factuais, realities e conteúdos de culinária, arquitetura, entre outros. Diretora do documentário “Tudo é Projeto”, sobre o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, ganhador do prêmio de público da Mostra Internacional de São Paulo, 2017 e no Lisboa Arquiteturas Film Festival, 2017. Diretora do reality “Um dia de Chef’’, apresentado pelo chef Emmanuel Bassoleil – Discovery Channel. Diretora do programa de entrevistas ABZ da Música,  conduzido por Raquel Virgínia e Assucena Assucena, da banda: As Bahias e a Cozinha Mineira – Music Box Brasil. Foi produtora de conteúdo do reality The Circle Brasil – Netflix.

 

Renato Anelli – Arquiteto Urbanista (FAU PUCC, 1982), Mestre em História (IFCH UNICAMP, 1990) e Doutor em História da Arquitetura (FAU USP). É Professor Doutor de Urbanismo no Programa de Pós-Graduação da FAU Mackenzie e pesquisador do CNPq, com a linha de pesquisa “Redes de infraestrutura como estratégia urbanística”. Foi Secretário Municipal de Obras, Transportes e Serviços Públicos e Presidente do Conselho de Desenvolvimento Urbano de São Carlos. Professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP São Carlos entre. Professor e pesquisador visitante na Columbia University, HafenCity Universität (Hamburgo), University of Texas (Austin). É Conselheiro do Instituto Bardi Casa de Vidro.

 

Abílio Guerra – Arquiteto, professor da FAU Mackenzie, atual editor do Portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora. Editor da revista Óculum durante toda a existência da publicação. Idealizador das Salas Especiais “Jo Coenen / Maastricht” e “Alberto Varas / Natural-Artificial” nas 3ª e 4ª Bienais de Arquitetura de São Paulo – BIA – da Fundação Bienal. Mestre e doutor em História pelo IFCH-Unicamp, coautor do livro “Rino Levi – arquitetura e cidade” e organizador das publicações Eduardo de Almeida e Metrópole, catálogo do Fórum de Debates da 5ª BIA.

 

André Costa – Arquiteto e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB. É mestre em Cultura Contemporânea, pela Faculdade de Comunicação da UnB, com a dissertação “As Aventuras Subjetivas de Björk“, publicada como livro em 2014. É doutor em Cinema Brasileiro com tese sobre a obra do cineasta Karim Aïnouz (2016). Foi curador do “Arquiteturas” – Festival Internacional de Cinema de Arquitetura de Lisboa (2019). Trabalha com escultura contemporânea em investigação fronteiriça entre arte e crítica da arquitetura, trabalho representado pela Zet Gallery, em Braga, Portugal. É professor do Departamento de Projeto Expressão e Representação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília.

 

Catarina Mateus – Formada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa e em Urbanismo pela Universidade de Aalborg, Dinamarca. Colaborou com o ateliê AlBorde, em Quito, Equador. Fundadora e diretora criativa desde 2019 do Festival Habitante – festival de cinema, cidade e arquitectura, em Quito, Equador. Professora na Universidad Internacional SEK, em Quito, Equador.

 

Luiz Sarmento – Arquiteto e urbanista graduado pela UnB e especialista em reabilitação ambiental sustentável arquitetônica e urbanística pela mesma instituição. É diretor cultural do IAB e membro do BR Cidades. Trabalhou de 2015 a 2019 na CODHAB-DF.

 

Juliane Peixoto – Professora, artista visual e mestra pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes na Universidade Federal Fluminense (UFF). É professora substituta do Instituto Federal de Brasília – Campus Recanto das Emas, atuando na formação do Ensino Técnico Subsequente em Áudio e Vídeo e do PROEJA na cadeira de Fotografia e Iluminação. Pesquisa a produção de imagens acerca da mineração no Brasil. Já participou das residências Programa Bolsa Pampulha 2016, Museu da Pampulha/MG, Casa Comum/RJ e Laboratório de Artes Visuais da Escola Porto Iracema das Artes/CE. Formada em Cinema pela UFF, trabalha também com cinema, direção de fotografia e educação. Foi diretora de fotografia dos longas-metragens “Corpo Delito” (2016) e “O Animal Sonhado” (2015), de diversos outros curtas-metragens e já ministrou oficinas e cursos em instituições diversas.

 

Kate Kliwadenko – Produtora audiovisual que vem desenvolvendo desde 2015 uma pesquisa sobre arquitetura e urbanismo na América Latina, da qual se desprendem documentários, entrevistas e fotografias. Seus trabalhos foram expostos em festivais de cinema de arquitetura como em Nova York, Rotterdam, Veneza e Nova Zelândia, em bienais como de Seoul e Suíça, além de museus como o Contemporary Austin Museum of Finnish Architecture.

 

Marina Frúgoli – Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo, estudou Arquitetura da Paisagem na Amsterdam School of the Arts através do programa Ciência sem Fronteiras – CNPq. Atua como profissional autônoma no desenvolvimento de projetos de curadoria, expografia, pesquisa e catalogação de acervos. Participou do desenvolvimento de exposições temporárias e permanentes e seus respectivos catálogos em instituições como Instituto Moreira Salles (SP e RJ), Itaú Cultural (SP) e Museu de Arte Indígena de Curitiba (PA). Pesquisa os seguintes temas: percepção, participação, arte e arquitetura no campo ampliado.

 

 

FICHA TÉCNICA CINEMA URBANA 2021

Patrocínio: Banco do Brasil

Realização: Centro Cultural Banco do Brasil

Produção: Cinema Urbana e Moveo Filmes

Curadoria: Liz Sandoval, André Costa e Lorena Figueiredo

Direção Geral: Liz Sandoval

Direção de Produção: Thay Limeira

Produção Executiva: Daniela Marinho

Produção de Cópias: Juliana Melo

Produção: Ana Rabêlo

Produção Musical: Daniela Diniz

Assistente de Produção Executiva: Heloísa Schons

Assistente de Produção: Camila Reis

Colaboradora: Giovana Soares

Técnica Audiovisual: Luiza Chagas

Programador Visual: Estúdio Molde (Felipe Cavalcante e Gabriel Menezes)

Projeção e Sonorização: JM Projetos (Jay Barros)

Plataforma Streaming: Innsaei.TV

Redes Sociais: Zabelê Comunicação (Mônica Rodrigues e Gabriel Hoewell)

Vinheta: Kennel Rógis

SERVIÇO

Data: 17 de agosto a 5 de setembro de 2021

Local: InnSaei.TV e www.youtube.com/c/MostraCinemaUrbana

Horários: ver programação

Informações: (61) 3108-7600 ou pelo e-mail [email protected]

Fonte: Objeto Sim

Fotos: Divulgação Cinema Urbana

Nossos Planos

Por: visitebrasilia
Data: 13/08/2021


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