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16.07.2019

MÚSICO ADRIANO ROCHA GRAVA PRIMEIRO DISCO

Adriano Rocha 9 Foto de Ana Vilela 1024x683 MÚSICO ADRIANO ROCHA GRAVA PRIMEIRO DISCO

Com canções de cunho político, “Onde tem vagabundo, o capeta não encosta” promete levar para a pista amantes de samba-rock, maracatu, samba e baião

Adriano Rocha é um dos poucos músicos ainda desconhecidos do grande público que vivem de música, pura e simplesmente, e desde os 18 anos. Depois de décadas tocando em bares e abrindo shows de artistas de renome, ele se sentiu seguro e maduro o suficiente para gravar seu primeiro CD, Onde tem vagabundo, o capeta não encosta, realizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal.

Primeiro, não – Adriano Rocha já fez outros projetos, que não passaram pelo seu crivo. Apesar de o músico ser grande conhecedor e estudioso da MPB, principalmente da época dos vinis, Onde tem vagabundo, o capeta não encosta tem outro viés: traz samba-rock, reggae, samba, maracatu, um baião instrumental e balada, além de um pouco de MPB. São dez faixas, mais uma música bônus, todas autorais e marcadas pelo cunho social e político.

“Sou do banquinho e violão, mas esse é cada vez mais um estilo obsoleto; os eventos em Brasília são realizados com banda”, explica ele. Adriano Rocha classifica o disco, que traz no nome uma música-protesto contra o Congresso Nacional, como “muito rico ritmicamente, diversificado, pop e com arranjos e letras de maior conteúdo, mas que não deixa de ser simples”.

No estúdio – Com o projeto aprovado pelo FAC de 2017, a turma entrou no estúdio no verão de 2019. A produção é assinada pelo próprio músico, com arranjos e direção musical de José Cabrera. A gravação foi toda realizada na G2D Produções Musicais, de Deniel Moraes, responsável pela mixagem e pela masterização.

No estúdio, nomes de peso não somente da cena musical local, mas também nacional: José Cabrera (piano), Oswaldo Amorim (baixo), Agilson Alcântara (violão e guitarra), Carlos Pial (percussão), Ytto Morais e Amaro Vaz (bateria), Adil Silva (trombone), Livio Almeida (sax), Ocelo Mendonça (violoncelo) e Daniel Tigreza (berimbau). Participam da música-bônus, o reggae “Bicho-grilo”, Ismael Fonte (guitarra e vocais), Ted Wesley (órgão), Sidney Sheikor (baixo), Ratinho (bateria) e Pedro Ferreira (percussão).

“Como gravei pelo FAC, tive o privilégio de contar com os melhores músicos. Mesmo os convidados especiais, fora do projeto, são a nata do Distrito Federal”, comemora Adriano Rocha, que deve lançar Onde tem vagabundo, o capeta não encosta no começo do segundo semestre.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Aos 8 anos de idade, o músico Adriano Rocha juntou o dinheiro da merenda escolar e comprou seu primeiro vinil, o disco Nação, de Clara Nunes. Tudo por causa da música “Ijexá”, que queria ouvir, mas seu pai não permitia que ele mexesse nos vinis. Quando o pai chegou e escutou a música rolando na vitrola, o filho levou logo uma bronca: “Já disse para não mexer nos meus discos!”.

Essa história mostra a relação que Adriano Rocha tem com a música desde muito pequeno, até virar sua profissão, da qual vive, exclusivamente, desde os 18 anos, quando ainda morava na Bahia, seu estado natal. Tudo começou na pequena cidade de São José, onde cresceu. Foi ali que, por volta dos 12 anos, ele se deixou levar pela euforia da música dos anos 1980, com os roques de Cazuza e da banda Legião Urbana, iniciando sua trajetória com o violão.

O tempo passou e, aos poucos, o músico deixou de lado a influência do rock, não sem antes ter uma banda de garagem que tocava heavy metal, a Fúria Metálica. Porém, sempre há aquele encontro que muda tudo e foi assim ao descobrir Elomar. Nesse roteiro, fez sua primeira apresentação aos 15 anos e, quando deu por si, já estava tocando na noite em São José, depois em Itabuna, onde nasceu, em 1975, Porto Seguro, Barreiras… e nunca mais parou.

Adriano Rocha chegou a Brasília em 1995. Veio conhecer a capital e se adaptou. Além de já ter tocado em várias cidades brasileiras – como Paraty, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Recife –, no Distrito Federal, abriu os shows de João Bosco, pelo Projeto MPB Petrobras, em 2006; de Alceu Valença, no Taguatinga Shopping, em 2003; de Chico César, no Terraço Shopping, em 2001; e de Tom Zé, no Conjunto Nacional, em 2000. Em 2016, ganhou o prêmio de melhor letra no Festival de Música da Nacional FM, com a composição “Eterna musa”.

Pesquisador e vinilista – Como pesquisador da música brasileira, Adriano Rocha perdeu a conta de quantos vinis tem – e que sempre escuta, como faz questão de ressaltar, pois não gosta nada do termo colecionador. Apesar das broncas do pai, que não o deixava mexer em seus discos, foi ele o primeiro e grande influenciador do músico, que hoje integra uma rede de vinilistas e grandes conhecedores de música Brasil afora.

Muitas foram as composições e os artistas que o influenciaram durante a vida. Apesar de Adriano Rocha não gostar de dizer esses nomes, pois eles mudam no decorrer da história, como pesquisador, ele enumera algumas descobertas: Carlos Pinto, Athur Verocai, Cátia de França, Ave Sangria, Victor Assis Brasil, Luiz Bonfá, Manduka, Flaviola, Arnaud Rodrigues.

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