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02.08.2019

NAS SESSÕES DO FESTIVAL DE BRASÍLIA

POST 11 03 NAS SESSÕES DO FESTIVAL DE BRASÍLIAAutor: MARCUS LIGOCKI JR

Minha lembrança do Festival de Brasília é um mar de gente. Comecei a frequentar o Festival no início dos anos 90. A memória afetiva sensorial me leva ao hall de entrada do Cine Brasília repleto de gente organizada em filas intermináveis para concorrer às sessões dos filmes da noite. Quase sempre, quando conseguia entrar na sala já não havia cadeiras disponíveis e as escadas laterais eram a única opção. Sentava ali e pela proximidade física sentia a respiração daquele tapete humano. As reações de emoção, excitação, revolta, euforia se propagavam como ondas. Uma experiência cinematográfica única e insubstituível.

Sessão após sessão, o amor ao cinema brasileiro foi se enraizando no meu corpo numa perspectiva racional e sensorial, e o convívio com o público e com os realizadores se tornou uma das grandes influências em minhas escolhas profissionais.

O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chega este ano à sua 52 edição como o mais antigo Festival de Cinema do País e o único dentre os grandes que exibe exclusivamente filmes nacionais.

Sua plateia ficou conhecida nacionalmente como a mais calorosa do país. Tanto aplausos consagradores quanto vaias desconcertantes fazem parte do espetáculo e povoam o imaginário dos realizadores brasileiros que têm no público brasiliense, seu desafio maior.

Durante sua existência, o Festival de Brasília, assim como a cidade que o produz, vem acolhendo histórias de todas as partes do Brasil. Ter crescido em Brasília, convivendo diariamente com pessoas vindas dos quatro cantos do território nacional, alimentou em mim um sentimento de amor e respeito pelo Brasil, além de uma vontade urgente de contribuir para o seu desenvolvimento.

Com a cidade ainda virando sua primeira década de existência, logo nos primeiros anos do nosso Festival, seu idealizador, Paulo Emílio Sales Gomes, teria comentado: “é incrível como chegou rápido o momento em que ser brasileiro não é mais possível sem a ótica de Brasília”.

Imbuído deste sentimento Paulo Emílio costumava dizer: “O pior filme brasileiro é mais interessante para pensar o Brasil do que o melhor filme estrangeiro.”

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