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14.12.2020

Nordeste – A Poesia do Sertão Musical

Cartaz Nordeste A Poesia do Sertão Musical

Espetáculo cênico-musical celebra o registro do Forró e da Literatura de Cordel como bens do Patrimônio Imaterial Cultural Brasileiro

Concebido pelo cantor e compositor forrozeiro Nilson Freire e de direção musical do maestro Fabiano Medeiros e cênica do mestre bonequeiro Chico Simões, a obra musical teatralizada enaltece as artes do Sertão, do Cariri e do Agreste nordestino e reverencia as obras e legados de Luiz Gonzaga, Leandro Gomes de Barros e Domingos da Fonseca. Atuam na montagem o cantor forrozeiro Nilson Freire e os repentistas Chico de Assis e João Santana, acompanhados de três instrumentistas.

De curta temporada, a peça será apresentada dia 15 de dezembro, no Instituto Invenção Brasileira do Mercado Sul, em Taguatinga; no Espaço Pé Direito, da Vila Telebrasília, no dia seguinte; e se despede no dia 19 em Ceilândia, na Casa do Cantador. As três sessões, com entrada franca e todas a partir das 20h, também serão transmitidas – ao vivo – através do canal youtube.com/nilsonfreire.

Fortalecer a imagem da poética literária e musical da cultura matuta brasileira está no centro do projeto, que prevê a publicação de Livreto de Cordel sobre Luiz Gonzaga e o Forró, com autoria do mestre Donzílio Luiz com xilogravuras de Valdério Costa. Ouça a declamação do livreto, na voz de Nilson Freire, aqui.

Hoje, Patrimônio Imaterial Cultural do País, a poesia métrica chegou ao Brasil a partir de Portugal. Por aqui, mas especificamente no Nordeste brasileiro, conformou suas principais vertentes e atingiu seu apogeu com mais de 40 modalidades.

Entre os principais representantes desta vasta cultura, estão Luiz Gonzaga, pernambucano ícone imortalizado do Forró, Leandro Gomes de Barros, paraibano, considerado o “Pai da Literatura de Cordel”, e Domingos da Fonseca, negro piauiense, fundador da primeira associação de repentistas do Nordeste e considerado o maior poeta lírico do Repente de seu tempo.

Três personalidades fundamentais na difusão e consolidação do Forró, do Repente e da Literatura de Cordel por todo o Brasil até os dias atuais. Isso graças à memória popular conservada pela oralidade, à renovação das gerações de artistas devotos das mesmas vertentes, aos fãs e aos pesquisadores.

O espetáculo NordesteA Poesia do Sertão Musical mescla música, interpretação, canto, declamação, narrativa e, inclusive, improviso a pedido da plateia, conduzindo o espectador em uma viagem sonora e visual pela essência da poesia popular do Sertão do Nordeste.

O fio condutor é a trilha musical, numa releitura de melodias das toadas do Repente – improvisadores, folguedos, aboiadores e coco; e das vertentes ascendentes – barroca, sefardita, magrebina, árabe, ameríndia e africana. Harmonizações e timbragens contemporâneas adornam o repertório com recursos sonoros de pedais e sintetizadores agregados a instrumentos como a sanfona.

Entremeando a encenação, Chico de Assis e João Santana atenderão a solicitações da plateia, interagindo com o público em diversas modalidades do Repente e declamarão poemas e recitarão cordéis. As composições de Nilson Freire, que integrarão o repertório, têm influências métricas e rítmicas no formato poético que alicerçam o Forró de Luiz Gonzaga e retratam a vida e o ambiente social dos sertanejos e cantadores nordestinos.

Os três homenageados foram escolhidos não apenas por suas artes, mas também por seus IDEAIS DE IGUALDADE

Domingos da Fonseca (1913-1958), negro de origem humilde do interior do Piauí, foi alvo de discriminação entre colegas repentistas: Dimas Batista (loiro de olhos azuis e de razoável condição financeira), construiu estrofe que dizia: – Domingos, além de pobre – Pertences à triste cor; Domingos rebateu: – Falar em nobreza e cor – É um grande orgulho seu – Morra eu e morra o rico – Enterrem-se o rico e eu – Que depois ninguém separa – O pó do rico do meu. Domingos fundou a primeira associação de cantadores do Nordeste, sediada em Fortaleza, e com o apoio de companheiros captou recursos e adquiriu o terreno onde foi construída, na década de 50, a Casa do Cantador.

Luiz Gonzaga, radicado em São Paulo, mostrou altivez e condenou o preconceito: – Seu Doutor, os nordestinos têm muita gratidão pelos auxílios dos sulistas nessa seca do sertão, mas, doutor, uma esmola, a um homem que e são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão.

Leandro Gomes de Barros se consagrou o único escritor brasileiro da época a viver exclusivamente de sua criação literária, de alta receptividade em todo o país, a Literatura de Cordel. Gênero alvo de preconceitos por parte da elite acadêmica que chegou a atribuí-lo, em dicionários, o significado de “baixo valor”.

Serviço:

Nordeste – A Poesia do Sertão Musical

Dias, locais e horário:

15/12 (terça-feira), às 20h: Instituto Invenção Brasileira no Mercado Sul, em Taguatinga (St. B Sul QSB 12, Loja 5)

16/12 (quarta-feira), às 20h: Espaço Cultural Pé Direito, na Vila Telebrasília (Rua 1, Casa 23)

19/12 (sábado), às 20h: Casa do Cantador, em Ceilândia (QNN, Quadra 32, Área Especial G)

Entrada franca

Transmissões ao vivo pelo canal: www.youtube.com/nilsonfreire

Fonte: Território Comunicação


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