10.10.2017

PAOLO FRESU & DANIELE  DI BONAVENTURA DUO participação especial de  JACQUES MORELENBAUM

Pablo DanieleJacques1 Foto Divulgação PAOLO FRESU & DANIELE  DI BONAVENTURA DUO participação especial de  JACQUES MORELENBAUM

         Paulo Fresu e Daniele di Bonaventura dão vida a um diálogo musical entre instrumentos que se exprimem pela vibração do ar, com um lirismo que exala aromas mediterrâneos.Eles são protagonistas, juntamente com as vozes corsas do grupo vocal “A Filetta”, do bem sucedido projeto MisticoMediterraneo e do disco com o mesmo nome lançado recentemente pela ECM, encontram-se aqui na dimensão mais restrita do duo.

O encontro entre o trompetista da Sardenha e o bandoneonista da região italiana Marche já foi bem experimentado em muitos concertos, entre eles, no concerto especial dedicado a Corto Maltese, famoso personagem de histórias em quadrinhos criado pelo grande Hugo Pratt que obteve muito sucesso há alguns anos no Palazzo Grassi de Veneza (com o auxílio de uma exposição fotográfica projetada em tempo real por Pino Ninfa).

Um concerto de grande efeito que vive de poesia, intimismo e das pequenas coisas capazes de narrar as cores do universo musical contemporâneo.

Atraídos ecumenicamente pela música étnica, clássica e eletrônica, os dois jazzistas tornaram-se protagonistas, em 2011, de um interessante projeto de contaminação, valendo-se do grupo vocal citado.

O resultado desta bem sucedida e fascinante viagem musical, que evoca matizes ancestrais, foi o disco MisticoMediterraneo, lançado pela prestigiada gravadora alemã ECM.

Este duo é uma espécie de resumo poético da mágica interação musical do projeto maior que caracteriza já há tempos os encontros cada vez mais frequentes entre os dois músicos, e que já se tornaram um projeto original e autônomo.

Depois de se encontrarem nos concertos do magistral MisticoMediterraneo,criado em colaboração com o célebre grupo vocal A Filetta, e lançado em disco pela ECM, Paolo Fresu e Daniele di Bonaventura descobriram uma afinidade profunda ao desenvolver uma poética comum em diversas apresentações ao vivo, entre as quais um projeto de concerto inspirado em Corto Maltese, o inesquecível personagem das aventuras em quadrinhos desenhadas por Hugo Pratt.

Foram essas experiências, que já duram há quase dez anos, que os levaram a gravar em duo, para explorar uma dimensão expressiva mais íntima na qual o trompetista e o bandoneonista italianos buscam e encontram a poesia dos pequenos sons e de um gesto musical que nada tem de grandiloquente, e que por isso mesmo é ainda mais expressiva e significativa numa época de rumor crescente e de pressão acústica.

A atenção se concentra nos tons gerados pelo sopro que desliza pelospistões dos instrumentos de Fresu e faz vibrar as palhetas do bandoneón de di Bonaventura: é por esse motivo que o trompetista renuncia ao uso de seus fiéis efeitos eletrônicos que são, porém, usados nas apresentações ao vivo do duo. São significativos os trechos em que os sons do metal percutido por Fresu, ou o das teclas apertadas em falso por di Bonaventura,funcionam como acompanhamento rítmico: sinais sonoros inspirados na melhor tradição do que podemos chamar de humanismo instrumental do jazz, no qual a presença de rumores “parasitas” restitui a fisicidade da relação com os instrumentos musicais, como o sibilo do tenor Ben Webster ou o zunido do contrabaixo de Charles Mingus: foi essencial, neste processo, a perspectiva do som aos cuidados de Stefano Amerio.

A faixa original de Fresu In Maggiore [Em Maior] é o título do álbum e o encerra com uma série de intervalos propriamente maiores, com uma tonalidade raramente usada no jazz, que remetem à atmosfera de abertura.

A história da realização do CD foi narrada no filme WennausdemHimmel (“Quando do céu…”) de Fabrizio Ferraro, inspirado na viagem dos dois músicos até Lugano, na Suíça, a partir de suas respectivas cidades, e na forma musical barroca e, sobretudo,bachiana.

Paolo Fresu tem participação em mais de 300 álbuns, dos quais muitos são seus, para gravadoras como EMI, RCA e Blue Note. Sua primeira colaboração com a ECM foi em 2007 com o disco The LostChordsFind Paolo Fresude Carla Bley para a etiqueta WATT, distribuída pela Manfred Eicher, e em seguida com Ralph Towner em Chiaroscuro, um duo que percorreu muita estrada.

Em Mistico Mediterraneo Fresutrabalha com o grupo vocal corso A Filetta e com Daniele di Bonaventura; este último já havia gravado pela ECM com Miroslav Vitous em Universal Syncopations II, álbum que recebeu em 2007 o prêmio Preis derdeutschenSchallplattenkritik pelo álbum do ano.

A banda do vilarejo e os maiores prêmios internacionais, os campos da Sardenha e os discos, a descoberta do jazz e as mil colaborações, o amor pelas pequenas coisas e Paris. Pouca gente é capaz de reunir tantos elementos diferentes e transformá-los num incrível e rápido desenvolvimento estilístico.

Paolo Fresu conseguiu. E conseguiu justamente num país como a Itália onde, por tempo demais, a cultura do jazz foi tão conhecida quanto Shakespeare ou os quadros de Matisse, onde Louis Armstrong foi pouco mais do que um personagem bizarro de insanos e medíocres festivais como o de San Remo, e onde se descobriu que Miles Davis era “negro” e talentoso bem depois dos seus anos de máxima criatividade.

A “magia” está na imensa naturalidade de um homem que, como poucos, conseguiu transportar o significado mais profundo de sua mágica terra para a mais preciosa e livre das artes.

A essa altura de sua bela e longa carreira, não é mais necessário citar suas numerosas gravações, prêmios e experiências variadas que o tornaram internacional, e que nos fazem amar de modo sistemático e ecumênico a sua música: dentro do som de seu trompete está a linfa que deu brilho à nouvelle vague do jazz europeu, a profundidade de um pensamento não apenas musical, a generosidade que o leva “naturalmente” a estar no lugar certo na hora certa, mas, principalmente, a enorme e inesgotável paixão que o perpassa desde sempre.

O momento presente de Paolo é – como sempre – turbulento, digno do artista onívoro e criativo que todos reconhecem.

Hoje (à parte um surpreendente lado literário que desembocou na publicação de alguns interessantes trabalhos editoriais e no importante recebimento do diploma honoris causa da Universidade la Bicocca de Milão em Psicologia dos processos sociais, de tomada de decisões e dos comportamentos econômicos) seu presente é constituído por seu histórico quinteto que já completou 3 décadas de plena colaboração e estima recíprocas, e também pelo quarteto “Devil”, que resgata merecidamente o sucesso do celebrado “Angel” que o fez conquistar a atenção da Europa anos atrás.

E a realidade contemporânea continua a desdobrar-se: o duo com Uri Caine, a colaboração com Carla Bley e Steve Swallow e o belo encontro com Ralph Towner que introduziram seu nome no entourage da celebrada e ilustre gravadora ECM, a qual lançou em seguida o belíssimo trabalho MisticoMediterraneo com Daniele Di Bonaventura e o grupo vocal polifônico corso A Filetta, para citar apenas algumas.

Nos dias atuais, do ponto de vista internacional, Fresu faz parte de um trio com Richard Galliano e o pianista sueco Jan Lundgren (chamado Mare Nostrum) e participa de diversas aventuras com nomes novos e importantes do entourage jazzístico contemporâneo como Omar Sosa, Gianluca Petrella e – ainda – com Manu Katché, Eivind Aarset, Dave Douglas. São interessantes também os projetos com alguns grandes nomes do mundo literário e teatral italiano (Ascanio Celestini, Lella Costa, Stefano Benni, Alessandro Bergonzoni, Milena Vukotic), além de uma nova série de pequenas mas importantes colaborações com a música “inteligente” da vertente popular italiana. Música para o cinema e “projetos especiais”, como seu extraordinário concerto “A solo” que imobilizou 3.000 espectadores no Auditorium di Roma e encantou o Teatro Metastasio, na cidade de Prato, fecham o círculo juntamente com a pequena e grande louca aventura que o levou a festejar seus 50 anos com 50 concertos, em 50 dias consecutivos, com 50 formações e projetos diferentes a cada dia, em 50 esplêndidas localidades da sua Sardenha.

E seria sem dúvida um erro esquecer o flerte com o mundo “clássico” que já reserva belas surpresas com trabalhos especiais que podem envolver quartetos de arcos capazes de “olhar para frente” e grandes heróis da avantgardemusic e, por fim, o belíssimo novo trabalho de “promoção” que Paolo está conduzindo junto às jovens feras do entourage jazzístico contemporâneo oferecendo-lhes as possibilidades de sua nova gravadora Tuk Music criada com o propósito de olhar para o futuro.

Daniele di Bonaventura nascido em Fermo (na região italiana Marche) Daniele di Bonaventura, compositor-arranjador, pianista-bandoneonista, cultivou desde o início de suas atividades um forte interesse pela música improvisada, embora sua formação musical seja clássica (é diplomado em Composição) e tenha começado com apenas 8 anos a estudar piano, violoncelo, composição e regência.

Suas colaborações incluem desde a música clássica até a contemporânea, do jazz ao tango, da música étnica à world music, com passagens pelo mundo do teatro, do cinema e da dança.

Tocou nos principais festivais italianos e internacionais entre os quais: Rumori Mediterranei, em RoccellaJonica em 87 e 88; Jazz &Image de Villa Celimontana em Roma, Ravenna Jazz em 2000, Clusone Jazz em 2001, Biennale Arte Venezia em 2001; Sant’Anna Arresi Jazz em 2004; Festival della Letteratura em Mântuaem 2004; Cormònsem 2005, Accademia Nazionale di Santa Cecilia-Stagione Musica da Camera em 2005-06; Inglaterra – Music Hall Festivale Royal Festival Hall em Londres; Holanda – Music Hall em Leeuwarden; Alemanha – 30° Deutsches Jazz Festival em Frankfurt; Berlin Jazz Festival; Espanha – Festa de la Mercè em Barcelona; Egito – Opera House no Cairo;Noruega – Olavsfestdagen em Trondheim; França; Suíça; Portugal; Brasil; Argentina; Eslovênia; Croácia;Albânia; Singapura; Estados Unidos e África do Sul.

Tocou, gravou e colaborou com: Enrico Rava; Paolo Fresu; A Filetta; Oliver Lake; David Murray; Miroslav Vitous; Rita Marcotulli; David Liebman; Toots Tielemans; Omar Sosa; Flavio Boltro; Joanne Brackeen; Greg Osby; Ira Coleman; Dino Saluzzi; Javier Girotto; Cèsar Stroscio; Tenores di Bitti; EnzoFavata; Aires Tango; Peppe Servillo; David Riondino; Francesco Guccini; Sergio Cammariere; Lella Costa; Ornella Vanoni; Franco Califano; Eugenio Allegri; Alessandro Haber; Omero Antonutti; Giuseppe Piccioni;Mimmo Cuticchio; Custòdio Castelo; Andrè Jaume; Tiziana Ghiglioni; Furio Di Castri; U.T. Gandi; Guinga; Riccardo Fassi; Frank Marocco. Em 2003, para a  Orchestra Filarmônica Marchigiana compôs, tocou e gravou a “Suite para Bandoneon e Orquestra” que lhe fora encomendada.

Lançou mais de 30 discos em gravadoras como Via Veneto Jazz; Philology; Manifesto; Felmay; Amiata Records; Splasc(H); World Music; CCn’C Records; e para a Harmonia Mundi, o último trabalho denominado Sine Nomine. As últimas colaborações foram com Miroslav Vitous, que o convidou para participar de seu último CD intitulado Universal Syncopation II, lançado pela prestigiada gravadora alemã ECM. Ainda para a mesma gravadora ECM lançou o último trabalho intitulado MisticoMediterraneo, obra compartilhada com o grupo vocal corso A Filetta e com Paolo Fresu.

Jacques Morelenbaum

Instrumentista, arranjador, maestro, produtor musical e compositor, Jacques Morelenbaum dispensa apresentações. Colaborou com os mais ilustres nomes da música brasileira (Antônio Carlos Jobim, Caetano Veloso, Egberto Gismonti, Gilberto Gil) e mundial (Sting, Dulce Pontes, David Birne, Cesária Évora entre outros). Como violoncelista, apresenta-se em vários ensambles musicais e acaba de lançar, no âmbito do projeto CelloSambaTrio, com Lula Galvão no violão e Rafael Barata na bateria, seu primeiro disco solo, intitulado “Saudade do futuro, futuro da saudade” (Biscoito Fino).

Compôs várias músicas para o cinema, entre elas a trilha sonora do filme “Central do Brasil”, de Walter Moreira Salles, detentor de mais de 30 prêmios internacionais, e também indicado para o Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, em 1999. Por esse trabalho, recebeu o Prêmio Sharp, na categoria Melhor Trilha Sonora para o Cinema.

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A apresentação acontece dia 10 de Outubro de 2017 – terça-feira a partir das 21:00 horas. Ingressos: R$ 20,00 (meia) e R$ 40,00 (inteira)

Informações: Tel.: 3224.0599. Ingressos: Clube do Choro de Brasília – SDC BLOCO “G” – Funcionamento da bilheteria: 2ª a 6ª feira: 10:00 às 22:00 horas. Sábado a partir de 19:00 as 21:30 horas, ou através do site: www.clubedochoro.com.br

O Clube do Choro de Brasília fica entre a Torre de TV, o Centro de Convenções e o Planetário.

Produção: Marco Guedes (0xx-61-3225-1199 / 0xx-61-7400-6350).

Contato artista: Oxx-61-3442-9907

Não recomendado para menores de 14 anos

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