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25.10.2019

SEM RAZÃO APARENTE

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Autor: MARCUS LIGOCKI JR

Comecei a me aproximar do cinema no início dos anos 90 para dirigir filmes. Como todo artista, eu via coisas sobre o céu e a terra e queria falar sobre elas. Mas 10 anos haviam se passado e eu ainda me via longe da possibilidade de dirigir um longa metragem. Foi quando decidi mudar de estratégia.

Em 2003, mudei de Brasília para o Rio de Janeiro para fazer o primeiro curso de formação executiva para cinema e televisão que tinha sido lançado pela Adriana e pela Fernanda em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.

Era a segunda vez que eu ia morar no Rio de Janeiro, na tentativa de me aproximar desse mundo do cinema. Me instalei num simpático apartamento mobiliado na rua Dona Mariana, esquina com a Voluntários da Pátria em Botafogo.

Mal cheguei e comecei a estudar. Como ainda não tinha relações profissionais com a cidade, usava a maior parte do tempo livre para me aprofundar no que havia sido tratado em sala de aula. De vez em quando, saía para dar uma volta e relaxar.

Numa dessas saídas, estava caminhando pela Ataúlfo de Paiva no Leblon quando, sem razão aparente, tive vontade de entrar no Rio Design. Caminhei observando as vitrines, subi as primeiras escadas, parecia um shopping normal. Continuei andando. Subi mais uma escada e percebi que tinha um movimento curioso dentro de uma loja desocupada. Me aproximei.

Muitas cadeiras faziam o formato de auditório em frente a um pequeno palco montado. Descobri que aconteceria a leitura de um texto teatral inédito e que leituras ocorriam todas as segundas-feiras, no mesmo horário. Fiquei para assistir e virei frequentador assíduo.

Nas semanas seguintes, acompanhei de perto a Giulia Gam, Renata Sorrah, José Mayer, Camila Pitanga, todos atores que a Giulia, em parceria com Marcos Portinari, Ana Paula Pedro e Lara Guaranys reuniam para ler textos inéditos, todos provocadores e interessantes. Eu adorava.

Como não conhecia ninguém, chegava cedo, assistia à leitura e ia embora logo que terminava. Um belo dia, cheguei atrasado e as cadeiras estavam todas ocupadas. Estava de pé no fundo da sala quando percebo uma das produtoras acenando para mim. Eu? Perguntei. Ela confirmou com a cabeça. Me aproximei e ela disse para eu me sentar na área reservada para convidados.

 

Foi assim que conheci Lara Guaranys. Dali pra frente, nos aproximamos e ela foi me apresentando aos atores, produtores, escritores e amigos que frequentavam o espaço. Depois das leituras, as noites se estendiam e invariavelmente terminávamos em algum boteco do Rio de Janeiro, misturados a histórias incríveis e a contagiantes gargalhadas.

Anos depois, sem razão aparente, Lara estava comigo ajudando a viabilizar a produção do filme UMA LOUCURA DE MULHER, minha estreia como diretor.

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