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08.12.2020

Sucesso em 2021 depende de escolhas bem pensadas

image005 192x300 Sucesso em 2021 depende de escolhas bem pensadas

 

Em Escolher bem, escolher mal, a economista e palestrante Alexandra Godoi orienta leitores a superar a insegurança em suas decisões

É seguro ir ao supermercado? É perigoso andar na rua? Como saber se é fake news? Lidar com a incerteza e a impossibilidade de prever o desfecho da situação gera preocupação e ansiedade. Escolher bem, escolher mal (Ed. BestSeller) veio ajudar a organizar os pensamentos sobre questões atuais, como a pandemia do coronavírus e a aprender a desligar o piloto automático na hora das decisões.

“Escolher o caminho até o trabalho, a roupa que você vai usar ou o almoço. Você pode até sentir algum desconforto e indecisão momentâneos, mas no fundo sabe que essas decisões dificilmente terão consequências mais graves. Você pode tomá-las displicentemente. Porem às vezes nos encontramos diante de uma escolha complexa e relevante, cujas implicações podem modificar o curso de nossas vidas. No trabalho ou na vida pessoal, as escolhas podem gerar grande angústia. Não temos todas as informações de que precisamos para escolher o bem ou, ao contrário, nos sentimos sufocados pelo excesso de dados e opiniões contraditórias, sem saber o que considerar e o que descartar.”

Já parou para pensar em como o cérebro funciona quando precisamos tomar uma decisão? Por trás de todas as decisões existem processos mentais e psicológicos acontecendo, apesar de, frequentemente, fazermos escolhas das quais nem sempre estamos conscientes. As palavras, os movimentos do corpo, as tarefas cumpridas por hábito. Todas essas são decisões que tomamos sem fazer grandes reflexões. No entanto, há momentos em que é necessário assumir o controle para tomar decisões fundamentais ns vida, sem se perder no processo.

Em meio a esse turbilhão de sentimentos, Alexandra Strommer Godoi, economista, palestrante e professora, escreveu Escolher bem, escolher mal (Ed. BestSeller). Após analisar durante anos o modo como fazemos escolhas em diferentes áreas da vida , a autora apresenta os recursos necessários para não cairmos nessas armadilhas e os estudos que têm sido feitos por especialistas sobre o assunto em áreas como a psicologia cognitiva, a economia comportamental e a ciência da computação.

“A mente é cheia de atalhos, “truques” que nos permitem fazer literalmente centenas de escolhas por dia. Se fôssemos ponderar de forma racional os custos e benefícios de cada uma dessas opções acabaríamos totalmente paralisados. Nosso cérebro sabe que o ótimo é inimigo do bom.”

PARA LEMBRAR NA HORA DA DECISÃO

  • Não há conhecimento real sem dúvida. Questionar tudo é o ponto de partida para realmente compreender algo.
  • O cérebro tem dupla personalidade. Um sistema “intuitivo” (rápido, automático, mas impulsivo) e outro “racional” (consciente, cuidadoso, mas preguiçoso) convivem e, às vezes, dão respostas conflitantes para um mesmo problema.
  • A intuição tende a funcionar bem em situações repetidas, com feedback claro, em que é possível “aprender com a prática”. Em situações complexas, novas, em que não há “pistas” para que seu cérebro inconscientemente registrar, é prudente calar a voz da intuição e “pensar duas vezes” acionando seu sistema racional.
  • Cuidado com a tendência à autoconfiança excessiva, em especial em assuntos que “dominamos”. Ela nos torna propensos a confiar indevidamente na intuição e a não checar nossas impressões com dados.
  • Cuidado com estereótipos que sua mente usa para organizar o mundo. Nem tudo parece o que é. Em especial, lembre-se de levar em conta a “taxa-base”, ou quão comum ou raro o evento realmente é, antes de confiar na “representatividade”.
  • Amostras pequenas (anedotas, experiências individuais ou de pequenos grupos, entrevistas de emprego) são péssimas ferramentas para se tirar conclusões sobre o mundo, porque frequentemente são viesadas e não representam bem a realidade.
  • Tendemos a perceber o mundo mais assustador do que é e a subestimar o progresso. Nosso cérebro é rápido em lembrar de más notícias, eventos dramáticos, crises e tragédias. Já mudanças positivas não chegam até nós com tanta frequência.
  • O ponto de partida da boa decisão é entender o que está realmente acontecendo fora da caverna. Busque fontes confiáveis de informação e saiba separar argumentos sólidos de falácias e ruídos.
  • Dados não são necessariamente objetos: é possível mentir de muitas formas com estatísticas, índices e gráficos. Preste sempre atenção às unidades, escalas e prazos escolhidos, e lembre-se: dados só fazem sentido quando os colocamos em sua devida proporção e os comparamos adequadamente.

SOBRE A AUTORA

Alexandra Strommer Godoi é Doutora em Economia de Empresas, palestrante da Casa do Saber e professora da escola de Administração de Empresas da FGV (EAESP-FGV) onde leciona e coordena cursos nas áreas de Microeconomia Aplicada, Teoria dos Jogos e Economia Comportamental, estando entre os professores mais bem avaliados do curso, segundo os alunos, desde 2011. Antes disso, atuou por sete anos no mercado financeiro, alcançando a posição de vice-presidente e analista sênior na área de análise de investimento em ações no Banco J.P. Morgan. Tendo trabalhado nos escritórios de São Paulo e na matriz do banco em Nova York, a autora proferiu palestras e apresentações para investidores nos EUA, Europa e América Latina. Alexandra foi eleita pela edição brasileira da revista Institutional Investor como a melhor analista de renda variável do Brasil para o setor de energia elétrica na América Latina (2000).

Fonte: Isabella Catalão

Foto: Divulgação


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