TEM QUE ACREDITAR SEMPRE E NÃO DESISTIR NUNCA - Visite Brasília
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14.06.2019

TEM QUE ACREDITAR SEMPRE E NÃO DESISTIR NUNCA

loucura de mulher 696x464 P TEM QUE ACREDITAR SEMPRE E NÃO DESISTIR NUNCA

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Autor: MARCUS LIGOCKI JR

 

Antes de começar o post de hoje, quero anunciar aqui no Visite Brasília, em primeira mão, que o novo site da Ligocki Entretenimento ficou pronto! Espero a visita de vocês no www.ligocki.com.br

Agora vamos ao post. Tem uma história sobre meu filme UMA LOUCURA DE MULHER, que pouca gente sabe. A placa de madeira que aparece no filme com o nome BOTECO DO CANDONGO, identificando o bar que Lucia começa a frequentar com sua vizinha Rita, foi totalmente destruída 10 horas antes da filmagem acontecer.

Tínhamos deslocado toda nossa equipe de Brasília para o Rio de Janeiro para cumprir as diárias de filmagem que ocorreriam na antiga capital. No início do dia em que filmaríamos a primeira noturna, a equipe de arte acordou cedo para transformar a locação no antigo boteco do Candongo, que era frequentado pelo Adolar, pai de Lúcia, enquanto era vivo. A primeira providência foi ir buscar a placa de identificação do local na oficina do artesão que a tinha produzido. Ficava bem longe, na beira da movimentada avenida Brasil. Chegando lá, a placa estava pronta! Era feita em madeira, com 3 metros comprimento por 1 metro de largura, toda pintada com a mesma técnica das tradicionais placas de caminhões que encontrávamos pelas estradas brasileiras, e caprichosamente envelhecida para dar o ar de um antigo e tradicional bar carioca. Estava linda!

Satisfeita, a equipe colocou a peça sobre o caminhão e partiu em direção ao local em que o boteco ganharia vida.  O espaço teria que estar pronto em algumas horas, com a placa iluminada e afixada na fachada do recinto. Havia muito trabalho a ser feito, mas nem tudo saiu como o planejado. Voltando pela avenida Brasil, ao passar por buracos e imperfeições na pista, nosso caminhão trepidava, e a placa que tinha sido depositada sobre a caçamba foi se deslocando para fora e caiu no meio da movimentada avenida. Por sorte não provocou nenhum acidente, mas o impacto da queda partiu nossa linda placa em vários pedaços. Para piorar, a placa ainda foi atropelada por dezenas de carros e caminhões que seguiam apressados para seus destinos, terminanmdo de destruir a peça.

Desesperada, a equipe ligou para o Tiago Marques, nosso diretor de arte, em busca de uma orientação. Já estava pensando em um plano B em que substituiriam aquela linda peça por um plotter convencional que poderia ser impresso rapidamente numa gráfica de conveniência. Mas para a surpresa de todos, a orientação do Tiago foi para que recolhessem os pedaços do meio da rua e os levassem até ele, para que a placa fosse remontada. Tiago não podia nem pensar em ter um simples plotter substituindo aquela linda placa, feita com tanto esmero.

Imaginem, uma avenida com trânsito de carros e caminhões, pesado e constante, e vários pedaços de placa espalhados. Com muita atenção e paciência, a equipe aguardou o momento certo para recolher do meio da avenida cada um dos pedaços, até que estivessem completos. Satisfeitos por terem cumprido com êxito a difícil missão, levaram os pedaços para a locação, onde a placa seria reconstruída.

Mas nem tudo funciona com a gente gostaria. A placa foi montada, pedaço a pedaço, e perceberam que faltava uma peça no quebra-cabeças. Uma das partes centrais havia ficado perdida no meio da Avenida Brasil.

E agora? O início das filmagens se aproximava rapidamente. A única solução possível parecia ser nosso diretor de arte dar o braço a torcer e partir para um plano B. Mas com a serenidade adequada para se enfrentar este tipo de situação, o Tiago pediu que a equipe voltasse ao local em que a placa se tinha se partido e tentasse encontrar o pedaço que estava faltando. Aquela placa era uma peça incrível e ele não estava disposto a abrir mão dela.

Sem alternativa, a equipe voltou ao local, mas não encontrou. Desencorajados de voltar com as mãos vazias, decidiram aumentar a área da busca. Subiram e desceram a avenida insistentemente, com olhos mais do que atentos e, finalmente foram recompensados. Lá estava o pedaço que faltava.

Foi duro, um trabalho insano, mas valeu à pena. O Boteco do Candongo ganhou vida.

Eu só fiquei sabendo do ocorrido, quando cheguei para filmar e o problema já estava resolvido.

Quando tudo terminou, a placa saiu de lá e foi para o meu escritório em Brasília. Depois a levei para minha casa. Sempre que estou enfrentando um desafio muito grande, olho pra ela e lembro que para fazer cinema a gente precisa acreditar sempre e não desistir nunca.


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