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24.07.2019

VENUS AND ADONIS

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CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, DE 13 A 18 DE AGOSTO DE 2019.

 Ópera barroca estreia no CCBB com roupagem contemporânea

*Montagem em texto original reúne mais de 20 artistas brasilienses

 *Obra foi criada no século XVII e apresenta um retrato da corte inglesa e de seu rei Charles II

Estreando no Brasil como ópera, tendo sido apresentada somente em forma de concerto, Venus and Adonis estreia em Brasília unindo música, teatro e dança numa apresentação surpreendente. Interpretada por 23 músicos e três bailarinos, a maioria brasilienses, a montagem costura a narrativa clássica ao mundo contemporâneo no palco do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de 13 a 18 de agosto, de terça a sábado às 20h30 e domingo às 19h30. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal.

Dirigida por quatro artistas de longa experiência e destacada atuação na capital brasileira, a ópera leva para a cena a obra do compositor inglês e organista barroco John Blow (1649-1708), executada em texto original. A novidade é que a versão brasileira dialoga com a cultura contemporânea e com as novas possibilidades tecnológicas. Para isso, mescla diversas matrizes de expressão cênica, ao mesmo tempo em que preserva fidelidade às características originais da peça.

Inclusiva e livre para todos os públicos, a temporada abrangerá seis sessões noturnas e, nos dias 09 e 10 de agosto, fará dois ensaios abertos gratuitos – sendo um ensaio exclusivo para alunos de escolas públicas da rede de ensino do Distrito Federal e outro para professores e alunos de cursos de artes.

Composta em 1682, Venus and Adonis é o mais antigo exemplo de ópera inglesa e às vezes é classificada como “masque” (uma espécie de semi-ópera, como também King Arthur, de Henry Purcell). As masques serviam para entretenimento dos reis e se enraizaram na corte inglesa a partir de Henrique VIII.

A obra satiriza as “aventuras amorosas” do Rei Charles II e de sua corte e faz uma alegoria da relação entre o soberano e seu povo. Adonis seria uma representação do rei e Venus representaria seu povo, caracterizado por uma grande flutuação de ânimos com relação ao governante.

OBRA PRECURSORA

Venus and Adonis se distingue das demais óperas do período por alguns aspectos. O primeiro deles é o fato de a obra conter uma ação musical contínua, na qual a trama se desenrola. Outra novidade é o libreto ter sido escrito por uma mulher, Anne Kingsmill, algo raro para a época. Contendo elementos de afirmação feminina, na ópera a personagem Venus assume o controle dos acontecimentos, como aconteceria mais tarde em obras como Carmen, de Merimée, Halévy, Meilhac e Bizet.

Para os padrões da ópera barroca, representada por compositores como Handel e Vivaldi, o formato de masque de Venus and Adonis, apesar de cronologicamente anterior, se mostra mais moderno ao espectador contemporâneo pela descontinuidade dramático-musical. A construção da trama mostra linguagem avançada para a época: desenrola ação musical contínua, com recitativos se transformando em árias, que se tornam novamente recitativos, e assim por diante.

A linguagem musical barroca está carregada de simbolismos musicais, metáforas e espaço para a experimentação. A constante interrupção do tempo dramático obriga a direção a criar estratégias cênicas que mantenham o interesse do espectador durante o espetáculo, o que acaba por originar propostas modernas, fincadas na interação entre diferentes meios físicos e virtuais para a concepção de cena.

TIME DE PONTA

Formado por Monica Monteiro, André Vidal e Cecilia Aprigliano, o Conosco – Coletivo de criadores é um grupo de artistas envolvidos na criação, produção e execução de espetáculos que contemplam música, artes visuais, teatro, dança e outras manifestações artísticas contemporâneas. Tem como elementos-base as músicas renascentista e barroca, também se aventurando pela música dos séculos XX e XXI e pela música popular brasileira.

A ópera Venus and Adonis é a segunda produção do coletivo nessa área – a primeira foi a obra de Adriano Banchieri, da renascença italiana, “Barca di Venetia per Padova”, obra realizada no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília em temporada de sucesso.

A direção musical de Venus and Adonis está a cargo de André Vidal e Cecilia Aprigliano, músicos eruditos com carreiras nacional e internacional, que também participam como instrumentistas. Vidal coordena o ensaio das vozes; Cecilia Aprigliano, o ensaio do grupo instrumental. A regência do texto musical é de David Castelo, que atuará ainda como instrumentista.

Já o premiado artista brasiliense Gê Orthof assina a direção artística e será responsável pela concepção plástica e pelo cenário da ópera, ficando a direção cênica sob a batuta da renomada atriz e bailarina brasiliense Eliana Carneiro, que também assina a coreografia a ser realizada por três bailarinos.

A formação instrumental do elenco será composta por duas flautas doces; dois violinos, duas violas da gamba, um cravo e um tiorba. Já a formação vocal terá três cantores/solistas, oito cantores no coro adulto e quatro cantores no coro infantil. Juntos, levarão ao palco a concepção moderna da montagem que contextualizará a música renascentista com o olhar do homem do século XXI.

No total, serão 23 músicos, três bailarinos e quatro diretores envolvidos na montagem, e, à exceção de dois músicos e do regente que virão de outros Estados, todos os profissionais integram a cadeia produtiva de arte da cidade. Soma-se, ainda, equipe técnica de aproximadamente 17 profissionais.

O BARROCO NO MUNDO ATUAL

 A ópera barroca ocupa um lugar de relevo na programação dos teatros de ópera da atualidade, um nicho próprio, ao largo do mainstream – por sua vez, constituído pelas óperas da segunda metade do século XVIII e do século XIX, período conhecido como Romantismo. Na ópera barroca, a ação e diálogo acontecem nos recitativos (uma espécie de canto estilizado, que fica entre a recitação poética e o canto propriamente dito). Nas árias, que são as canções, os personagens estão em um tempo suspenso. O público, dessa maneira, ouve o que o personagem está pensando, não necessariamente o que ele está dizendo. Essa duplicidade de tempos torna a experiência da encenação mais instigante.

FICHA TÉCNICA

Direção musical: Cecilia Aprigliano e Andre Vidal

Direção de arte: Gê Orthof

Direção geral: Eliana Carneiro

Regência: David Castelo

Coordenação geral e produção executiva: Monica Monteiro

SERVIÇO

Local: Teatro do CCBB Brasília

Datas: de 13 a 18 de agosto de 2019, de terça a sábado às 20h30 e domingo às 19h30.

Ensaios abertos com entrada gratuita:

– dia 09, às 15h, para escolas da rede pública de ensino do Distrito Federal

Agendamento: agendamentodf@ccbbeducativo.com

– dia 10, às 17h, para professores e alunos de arte; ao final do espetáculo haverá debate com a direção artística.

Agendamento: agendamentodf@ccbbeducativo.com

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos.

Ingresso: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) – Clientes Banco do Brasil tem desconto de 50% na inteira pagando com Ourocard.


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