Brasília em um Único lugar.

11.04.2018

YAWALAPITI – ENTRE TEMPOS

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MUSEU NACIONAL DA REPÚBLICA – DE 19 DE ABRIL A 20 DE MAIO DE 2018

 Exposição de fotografias de Olivier Boëls com a comunidade indígena Yawalapiti apresenta pela primeira vez a rica cultura deste povo do Xingu

  *Mostra contará com legendas e textos escritos pelos próprios indígenas, que farão ainda todo o trabalho de mediação com o público

 *Apresentações de cantos e danças xinguanas, assim como da tradicional luta Kahri

 *Pintura corporal, confecção de arte e artesanato, mesa-redonda com caciques e muito mais

 *Participação de 100 indígenas da aldeia revezando-se ao longo de toda a temporada da mostra

Durante pouco mais de um mês, o público brasiliense vai poder sentir um pouco do gostinho de viver no Parque Indígena do Xingu, com toda sua natureza exuberante, sua população diversa e sua cultura ancestral. A exposição YAWALAPITI – ENTRE TEMPOS irá ocupar o Museu Nacional da República com as belas imagens que o premiado fotógrafo francês Olivier Boëls colheu ao longo de mais de cinco anos de convivência com a comunidade indígena Yawalapiti, uma das 16 etnias que vivem no Xingu. São mais de 150 fotografias, que registram o cotidiano da aldeia com toda sua beleza e singularidade. A exposição será aberta no dia 19 de Abril, Dia do Índio, e contará com a presença de 50 integrantes da comunidade Yawalapiti.

YAWALAPITI – ENTRE TEMPOS se distingue das exposições de fotos já feitas sobre indígenas por alguns detalhes. O primeiro deles: com base no entendimento de que “Ninguém melhor do que você para contar sua própria história”, os próprios indígenas se encarregaram de escrever as legendas das fotos e os textos explicativos. Os escritos serão apresentados na língua Yawalapiti e traduzidos para o português, preservando a construção gramatical do idioma original. Com isso, deseja-se promover uma compreensão maior da cultura e sua cosmologia. Para ampliar o alcance, os textos serão ainda traduzidos para o inglês.

Outra diferença: 100 integrantes da comunidade Yawalapiti se revezarão ao longo de toda a temporada da exposição, fazendo a mediação com o público. No próprio local, eles conversarão com os visitantes, farão apresentações de cantos e danças, lutas tradicionais, pintura corporal, confecção de arte (inclusive com oficina), projeções mapeadas com vídeos feitos por integrantes da própria comunidade na cúpula do Museu, mesa-redonda e muito mais.

YAWALAPITI – ENTRE TEMPOS é uma realização de Olivier Boëls e da Associação Yawalapiti Awapá e conta com patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura, da Secretaria de Cultura do Distrito Federal. Apoio do Museu Nacional da República. Parcerias com Instituto Oca do Sol, BR22, Canson, Molduras & Cia Aleixo, Ashram Photo, Etnofoco, Inova Print, Cerrado MMA, WWF e ISA – Instituto Sócio-Ambiental.

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FOTOGRAFIA COMO PONTE ENTRE DOIS UNIVERSOS

Com expografia assinada por Bené Fonteles e caracterizada por pinturas xinguanas, a exposição de Olivier Boëls marca a primeira vez que a comunidade indígena Yawalapiti compartilha um pouco de sua cultura e de suas histórias ancestrais. O rico universo da comunidade será apresentado em imagens deslumbrantes colhidas por Boëls em seguidas temporadas de imersão na aldeia xinguana, entre 2012 e 2017. Não se trata de uma exposição sobre a comunidade Yawalapiti, mas em parceria com a comunidade. A intenção é fortalecer a cultura dos indígenas, mostrar que não está cristalizada e sim em constante mutação, reconhecer sua língua (que está se perdendo), dar voz a uma população que costuma ser ignorada e estigmatizada pela população não-indígena.

A ideia é dar espaço para que os próprios indígenas falem de si, seja através dos textos de apresentação e das legendas, seja na mediação com o público. O programa envolverá 100 integrantes da comunidade Yawalapiti. Uma parte deles integrará o Programa Educativo, contando histórias aos visitantes. Outros permanecerão no local, confeccionando sua arte e ensinando os espectadores em oficinas – as peças produzidas estarão à venda na área externa do Museu da República. Outros ainda farão parte de apresentações de cantos e danças.

O visitante terá oportunidade de conhecer o simbolismo da pintura corporal e a lendária flauta uruá, considerada sagrada pelos indígenas, por espantar a tristeza e afastar os maus espíritos. Ainda será possível escutar o som da flauta sagrada apapálu, que será tocada no dia de abertura do evento. O instrumento só pode ser tocado pelos homens – as mulheres não podem sequer olhar para a apapálu.

No dia 21 de abril, aniversário de Brasília, a cúpula do Museu receberá projeções de vídeos produzidos pelos próprios indígenas e fotos de Olivier Boëls. No mesmo dia, será feita uma apresentação de dança. No dia 22 de abril, guerreiros da aldeia farão uma demonstração da luta Huka Huka, tradicional do Xingu.

No dia 24 de abril, uma mesa-redonda colocará lado a lado o fotógrafo Olivier Boëls e os três caciques Yawalapiti – Aritana (uma das maiores lideranças indígenas do Brasil), Makawana e Waripirá, no Auditório do Museu. A atividade contará com interpretação de Libras.

Ainda como forma de ampliar o acesso ao universo apresentado nas 80 imagens, estão programadas duas visitas guiadas à exposição com interpretação em Libras.

YAWALAPITI

 A aldeia Yawalapiti fica no Parque Indígena do Xingu, criado em 1961 e que conta com 27 mil quilômetros quadrados. Está situado no norte do estado de Mato Grosso, numa região entre o Planalto Central e a Floresta Amazônica. É cortado pelo rio Xingu e seus afluentes. Mas, como a delimitação da área deixou de fora as nascentes dos rios e o Parque está rodeado de grandes fazendas de soja e gado, o local corre perigo.

A comunidade Yawalipiti, situada no Alto Xingu, segue o padrão das aldeias xinguanas. Seus integrantes vivem em grandes casas coletivas, dispostas em formato circular, com uma grande praça central, limpa de mato, onde fica situada a Casa dos Homens. Na praça central acontecem as grandes festas e rituais da aldeia e nesta casa, ou em bancos diante dela, os homens se reúnem para conversar no crepúsculo ou se pintam para as cerimônias.

YAWALAPITIS – ENTRE TEMPOS quer promover uma interação intercultural e a valorização da cultura indígena, contribuindo para modificar a imagem caricata incorporada na sociedade e incentivando o respeito aos saberes dos povos indígenas. Mesmo no meio do parque indígena do Xingu, o “mundo dos brancos” chega com força à cultura Yawalapiti, como o modo de se vestir, a comida industrializada, o lixo, a internet (com as coisas boas e ruins que ela traz), por exemplo. Os anciões se mostram preocupados com alguns jovens que estão perdendo sua cultura para o mundo globalizado.

Atualmente vivem no Brasil 305 etnias, falando 274 línguas diferentes. Cada povo tem seu saber, sua cultura, ciência, arte, literatura, poesia, música e religião. No entanto, uma visão discriminatória pauta a relação entre índios e não índios no Brasil, rejeitando uma das maiores riquezas culturais do país.

OLIVIER BOËLS

Olivier é como um Pierre Verger dos tempos modernos. Fascinado por riquezas culturais, principalmente tradicionais, há mais de 15 anos usa sua sensibilidade fotográfica para promover uma ponte entre dois universos. Seu objetivo é estimular a empatia por culturas desconhecidas ou mal compreendidas. Segundo ele, o desconhecimento é o principal motivo da discriminação e a fotografia tem o poder de trazer informação e incentivar a empatia, de forma simples e eficiente.

Autor, diretor e curador, Olivier Boëls é detentor do mais prestigiado prêmio da fotografia mundial, o World Press Photo, uma espécie de Oscar da Fotografia. Olivier conquistou a premiação em 2000, concorrendo com alguns dos mais famosos fotógrafos do mundo, como James Natchwey, Antony Kratochvil, John Stanmeyer e Sebastião Salgado. Foi ainda um dos dez finalistas do prêmio internacional promovido pelo Instituto Smithsonian, dos Estados Unidos, em 2011 e 2013; recebeu o prêmio Memorial Maria Luisa 2011, na Espanha; o 1º FOTO ARTE, em Brasília/2004, e o prêmio Pierre Verger 2002 da Associação Brasileira de Antropologia.

Olivier Boëls já participou de mais de 45 exposições fotográficas pelo mundo afora, em lugares de renome, como Harbourfront Center, em Toronto/Canadá, India Habitat Centre, em Nova Delhi/Índia, Musée Du Quai Branly, em Paris/França, Museu Nacional da Coreia do Sul, Centro Cultural Banco do Brasil (SP, RJ e DF), Caixa (DF, SP, BA), dentre vários outros. Seu trabalho é reconhecido nacional e internacionalmente. Desde 2006, fotos de Olivier Boëls fazem parte de acervos permanentes das galerias do Zone Zero, um dos sites de fotografias mais visitados do mundo, com 5,5 milhões de entradas por ano.

PROGRAMAÇÃO

19 de abril: abertura e apresentação de flauta sagrada

Horário : 19h

21 de abril: projeção mapeada na cúpula no Museu e apresentação de dança

Horário: 18h às 23h

22 de abril: apresentação da luta xinguana  Kahri

Horário: 17h às 19h

24 de abril: bate-papo com os caciques Aritana, Makawana e Waripira, no Auditório do Museu

Horário: 19h30 às 21h30

20 de maio: último dia da exposição

SERVIÇO

Local: Museu Nacional do Conjunto Cultural da República

Data: de 19 de abril a 20 de maio de 2018

Horários: de terça a domingo, de 9h às 18h30

ENTRADA FRANCA

Informações: (61) 98180.4044 / 3325.5220

Produção: Milarepa Produções Culturais

Agendamento de grupos de visitantes: milarepaproducoes@ashramphoto.com

 

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